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Camelôs serão retirados da Epaminondas e Instalação, nesta quarta-feira (10)

Após um acordo com a Prefeitura de Manaus e com o Ministério do Exército, os cerca de 125 camelôs que ocupam as calçadas da avenida Epaminondas e Rua da Instalação, e atuam no entorno do Colégio Militar de Manaus e do Colégio Salesiano D. Bosco, no Centro, serão retirados, nesta quarta-feira (10) .

De acordo com a Secretaria Municipal do Centro (Semc), que coordenará a ação, também estarão envolvidos na operação cerca de 180 servidores municipais a Secretaria Municipal da Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab); Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Guarda Municipal, Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seminf) e Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Conforme a Semc, a ação contará com o apoio da Polícia Militar (PM-AM).

Todos os camelôs que serão removidos e realocados nesta fase já assinaram Termo de Adesão ao Projeto “Viva Centro Galerias Populares” e passam a receber, após a saída das ruas, Bolsa Auxílio no valor de R$1 mil e cesta básica mensal, até que sejam instalados nos centros de compras definitivos.

No momento da adesão ao projeto, os camelôs tiveram três opções: 1.Ocupar um dos boxes da Galeria dos Remédios, mas aguardando a conclusão das obras no camelódromo provisório 2, na Av. Floriano Peixoto, recebendo os benefícios; 2. Ir para o Shopping T4, mas aguardar a conclusão das obras no camelódromo provisório 2, da Av. Floriano Peixoto, recebendo os benefícios; 3. Retirar suas mercadorias, entregar a banca para a Semc e aguardar em casa a conclusão das obras do local escolhido, recebendo os benefícios.

Os proprietários de lanches ainda têm a opção de levar suas bancas para um bairro, à sua escolha, depois de prévia aprovação da Sempab, e ficar trabalhando nesse bairro.

Todos os camelôs que vão ser realocados nessa fase também vão passar por cursos de empreendedorismo, realizados por meio da Escola de Serviço Público Municipal (Espi), para depois serem formalizados via Sebrae e passarem a ser, microempreendedores.

Apesar da série de vantagens, que, de acordo com a secretaria, valoriza os ambulantes, alguns não aceitam a remoção. Para o presidente da Associação dos Trabalhadores do Comércio Informal, Givanildo Marques, os descontentes com a transferência são ambulantes que alugavam os espaços de antigos ocupantes. “Essas pessoas são as que vivem do comércio informal de forma indevida. “Eles alugaram as bancas, as lanchonetes ou até mesmo invadiram a área. O trabalhador, empreendedor legalizado está consciente de que vai estar amparado pela Prefeitura e pelas instituições que os defendem!”

Os descontentes ameaçam fazer uma manifestação, durante o processo de remoção, com o objetivo de chamar a atenção para o que, segundo eles, inviabiliza qualquer mudança de local. A ameaça, segundo Givanildo Marques,  não tem o apoio dos ambulantes legalizados pela prefeitura.

Com mais essa etapa de realocação, já serão 957 camelôs fora das ruas. Trezentos e vinte e três já foram instalados na Galeria Espírito Santo. Os demais aguardam nos camelódromos provisórios da Av. Floriano Peixoto e Rua Miranda Leão ou em suas casas, resguardando os direitos aos benefícios da Bolsa Auxílio e Cesta Básica, estabelecidos desde o início do projeto pelo prefeito Arthur Virgílio Neto.

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