O senador Eduardo Braga (PMDB), que acaba de lançar sua pré-candidatura e tenta chegar ao governo do Estado pela terceira vez, já está, há algum tempo, em plena articulação. Nesta terça-feira, em entrevista à Rede Tiradentes de Rádio e Televisão, Eduardo Braga, que é líder do governo no Senado, disse que se sente convocado pela população para participar do processo sucessório e que a candidatura dele vem em cima de desafios para o desenvolvimento do Amazonas.
“Sinto-me, de certa forma, convocado pela população para que nós possamos, mais uma vez, defender um projeto que possa alavancar o desenvolvimento, a geração de emprego, oportunidades econômicas, sociais, que nós possamos, portanto, fazer com que o Amazonas tenha ganhos efetivos em algumas das ações estruturantes que eu acho que são importantes e necessárias, eles eles, por exemplo, a questão do gasoduto, a interligação elétrica do Amazonas, através do ‘linhão’ de Tucuruí. O nosso aeroporto está em obras, e deveremos estar com ele pronto – se Deus quiser – nos próximos meses. O Porto de Manaus ainda é um problema não resolvido, e ainda temos o desafio da BR 319, que nos ligaria por terra, pela rodovia, com todo o país. Creio que esses desafios precisam ser enfrentados e a nossa candidatura vem exatamente em cima dessas propostas.”
Comentando sobre um dos prováveis adversários dele na briga pela sucessão estadual, Braga disse que a pré-candidatura do vice-governador José Melo é legítima.
“A candidatura do vice-governador é legítima, como toda a qualquer candidatura. Nós temos é debater sobre quais os projetos e propostas que cada um defende para o Amazonas .”
O senador elogiou o trabalho do governador Omar Aziz e disse que a sucessão estadual passa pela definição do governador, em relação ao processo.
“Acho que, se ele assim decidir, o Omar é favorito à vaga do de Senado, mas, acho que ele está avaliando, como de direito – afinal, ele é o governador do Estado e tem todo o direito de avaliar se vai concluir (o mandato), se vai ser o governador da Copa!? A obra está muito bonita, muito bem executada e, não tenho dúvida de que esta é uma das mais bonitas arenas da Copa do Mundo de 2014, se não for a mais bonita de todas. O governador vai colocar tudo isso na balança e vao tomar a sua decisão!”
Sobre o dinheiro solicitado à presidente Dilma Rousseff, pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, um dos possíveis adversários dele na sucessão, o senador disse que os recursos ainda serão liberados e que a parceria do governo federal com o líder tucano ainda está sendo construída.
“Se não fosse a ação republicana da presidente Dilma, com relação, por exemplo, à questão da previdência, o prefeito Arthur Virgílio não teria como nem seque iniciar a sua administração. O próprio prefeito também reconhece o apoio que a presidente Dilma tem dado a Manaus, por exemplo, na área da saúde, portanto a parceria governo municipal com o governo federal é algo que está em construção e, portanto, em recentes entrevistas, tanto do governador como do prefeito, mostram que estes projetos estão em curso com o governo federal. Nos próximos dias, estarei com a presidente, discutindo questões como essa, que reputo importante para Manaus, e tenho certeza de que a presidente não nos faltará!
Sobre a prorrogação da Zona Franca de Manaus (ZFM), o senador revelou que o projeto de extensão da ZFM foi arquivado, na Comissão de Economia e Finanças da Câmara Federal. O líder do governo lembrou, porém, que a prorrogação é uma promessa da presidente Dilma.
“A matéria, inclusive, é de iniciativa da presidente. Lamentavelmente, num cochilo da bancada da Câmara, o projeto de extensão foi inclusive arquivado na Comissão de Economia e Finanças. Eu tenho muita esperança de que até o mês de abril, nós possamos ter votado a prorrogação. Há a disposição e o compromisso do governo, no sentido de que se votar a prorrogação da ZFM, garantiu.
Ainda falando sobre sucessão estadual, o senador descartou a possibilidade de ida para um mistério, na próxima reforma ministerial, e disse que a candidatura dele ao Governo do Estado tem o apoio da presidente Dilma.
“Não há, no momento, nem na próxima reforma (ministerial), nenhuma conversa comigo com relação ao ministério. Ao contrário. Conversei longamente com a presidente antes de vir a Manaus e me colocar como pré-candidato. A própria presidente estimula, apoia, deseja que nós estejamos aqui no Amazonas defendendo esse projeto e defendendo uma luta sobre a melhoria das condições do Amazonas para o seu povo e sua gente.”
Eduardo Braga admitiu uma articulação com vários candidatos e lideranças políticas e não descartou a possibilidade de uma aliança e de um ‘chapão’ de consenso entre os vários pretendentes.
“A esperança é a última que morre! A gente tem que lutar o tempo todo, para que possamos ter uma aliança o mais ampla possível, mas a principal aliança é como povo!”
Sobre o programa de governo, Braga defendeu a geração de emprego e renda e a interiorização do desenvolvimento, com ênfase na Educação e na Saúde.
O senador fez avaliação positiva dos governos Arthur Neto e Omar Aziz. “Eu acho que o Omar está fazendo um bom governo. Quanto ao Arthur, diante da situação de Manaus, ele também está fazendo um bom governo!”
A reprise da entrevista do senador Eduardo Braga à Rede Tiradentes pode ser acompanhada pela TV, no canal 13, na Net, e pelo canal vinte, na TV Esporte Interativo.
