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Bala que matou investigador Édson Cota saiu de arma de policial, aponta perícia técnica

De acordo com a perícia, três agentes atiraram contra dois homens que fugiam em uma moto, após assaltarem um empresário, em uma ação conhecida como ‘saidinha de Banco’, depois de um saque, na agência do Bradesco, na Avenida Álvaro Maia, zona Centro-Sul.

Seis tiros foram disparados contra os bandidos. O quarto atingiu o investigador Édson Cota no peito, perfurando o pulmão do policial.

Segundo a perícia, o tiro saiu da pistola PT.40, do investigador Abner Ferreira Miranda, (42 anos), da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), e não da arma de mesmo calibre, em poder de um dos bandidos.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (27), pelo chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Emerson Negreiros. Segundo o delegado, o investigador foi indiciado por homicídio culposo, mas deverá continuar trabalhando.

O chefe da DPM criticou a ação da DERFD, que era coordenada pelo delegado Orlando Amaral. Para ele, uma sucessão de falhas terminou na tragédia. “O uso de colete poderia ter diminuído o impacto da bala e o policial poderia estar vivo”. Emerson Negreiros também criticou a presença de uma equipe de reportagem no local.

O delegado Orlando Amaral rebateu a afirmação de Negreiros, dizendo que os policias da DERFD agiram corretamente,  exceto Cota, que, no momento dos disparos, “se posicionou de forma contrária em relação aos colegas. Uma fatalidade!”

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