
– (reportagem e fotos: Jackie Farah) – Pela manhã, foram os professores e pedagogos ligados à Associação dos Professores de Manaus (Asprom). À tarde, foi a vez dos servidores da educação responderem negativamente à contraproposta do governo. A assembléia-geral foi na praça do Congresso, em frente a uma das principais instituições de ensino da rede estadual – o Instituto de Educação do Amazonas (IEA), no Centro da capital. Após a leitura da proposta do governo, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcos Libório, o percentual de 10% do escalonado oferecido pelo governo não atende a necessidade da classe.
“Nós queremos aumentar esse percentual, tando do escalonado quanto da primeira parcela da data-base, e que seja um percentual que atinja todos os trabalhadores da educação, não só professores e pedagogos.”

O sindicato, agora, vai levar ao governo a resposta da categoria e retomar as negociações.
“Mediante o resultado da assembléia, nós já vamos protocolar um ofício junto ao governo do Estado, pra dizer ao governo que nós já temos uma prévia de que a contraproposta do governo será negada pela categoria. Isso nós já temos esse diagnóstico por parte da categoria, então, agora, é voltar a mesa de negociação!”

Os professores já conseguiram a garantia do o retorno do plano de saúde, a extinção da taxa de 6% do vale transporte e o reajuste do vale alimentação, que também será pago em dinheiro e não mais em crédito de cartão.

O Sinteam deve protocolar e negociar com o governador Amazonino Mendes entre esta terça (3/4) e quarta feira (5). Enquanto a queda de braço entre os professores e o governo prossegue, os mais de 50 mil alunos da rede públicas estadual permanecem sem aulas.
