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Arthur defende que futuro da Amazônia depende de reformas, investimentos e quebra de preconceitos

“Foi um bom momento para levar essa discussão para o plano nacional”, avaliou o prefeito Arthur Virgílio Neto, no encerramento do seminário “O Futuro da Amazônia”, realizado durante toda última segunda-feira (27/11), e que destinou o fechamento dos painéis de debates para discutir a Zona Franca de Manaus (ZFM).

Arthur Neto afirmou que o País precisa assumir a Amazônia, e que a Zona Franca é reconhecida, mundialmente, como uma estratégia saudável para manter ganhos consideráveis para o meio ambiente como, por exemplo, manter 98% das florestas do Estado em pé. Segundo ele, a ZFM é diferente de qualquer outro modelo do mundo.

O seminário, promovido pelo jornal Folha de São Paulo reuniu, no Teatro Manauara, empresários, economistas e políticos para discutir o futuro da Amazônia e os destinos da Zona Franca de Manaus. O prefeito afirmou, ainda, que o Brasil precisa promover as reformas necessárias – política, tributária e da previdência, entre elas -, investir em tecnologia, comunicação e infraestrutura de transporte, além de romper com o preconceito e a inabilidade com que vem tratando recursos estratégicos como a biodiversidade e a água.

“Temos uma biodiversidade impressionante e recursos minerais. O País precisa decidir o que vamos fazer com tudo isso.”

O prefeito lamentou que o Brasil não faça os investimentos necessários na abertura de portos, aeroportos, hidrovias e, principalmente, em tecnologia e conhecimento. Ele ressaltou que enquanto países de todo mundo investem nesse conhecimento, com bolsas de estudo para que se estude a Amazônia, no Brasil esse interesse está restrito às iniciativas regionais.

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