Um novo lote com 204 armas, entre escopetas, espingardas, pistolas, revólveres e até armas de brinquedo, foram encaminhadas nesta quinta-feira (22), pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para serem destruídas pelo Exército Brasileiro. Foi o quarto lote encaminhado somente este ano. O total é de 1.630 armas de fogo até o momento, que faziam parte de processos criminais e foram liberadas pelos juízes para destruição.
As armas foram entregues ao Exército Brasileiro por servidores do TJAM e, após serem conferidas uma a uma, passam pelo processo de destruição. “Tomamos os cuidados necessários para que ocorra a destruição completa da arma, porque não podem ficar peças. Depois de destruição parcial, vem o derretimento com fogo. A temperatura alta derrete o metal e transforma em um bloco”, disse o capitão do Exército Jonathan Luz.
A orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é que permaneçam no Poder Judiciário somente as armas que ainda estão passando por perícia ou que são imprescindíveis para a elucidação de um crime. Com isso, assim que se forma um lote, as armas são enviadas para destruição.
Segundo o diretor do Depósito Público do TJAM, Sidney Level, a destruição depende de um agendamento no Exército Brasileiro e são entregues frequentemente. “Essas armas chegam ao Judiciário, passam por um processo de identificação, são catalogadas e, à medida em que são liberadas, enviamos ao Exército”, explicou.
Além das armas de fogo, o TJAM também enviou para destruição 2.144 armas brancas (Facas, terçados e até facas de mesa), que foram incineradas em uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM).
