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Após morte de motorista, deputados decidem discutir propostas para acabar com assaltos a ônibus em Manaus

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O combate à onda de assaltos a ônibus em Manaus, que culminou com a morte de um motorista, no último fim de semana, bem como definir estratégias para dar mais segurança aos usuários do transporte coletivo da capital, serão alguns dos temas que deverão ser discutidos na audiência pública que será realizada, no início de dezembro, pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A audiência foi proposta nesta quarta-feira (16), pelo presidente da comissão de Trânsito e Transportes de Aleam, deputado Wanderley Dallas. A reunião será organizada em parceria com a comissão de Segurança Pública da Aleam, e deve reunir representantes de órgãos ligados ao transporte coletivo de Manaus e à secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

De janeiro a outubro deste ano, foram registrados mais de 2.600 assaltos a ônibus em Manaus. Os crimes atingem todas as rotas de coletivos, porém, as áreas da cidade com maior incidência são as zonas Norte e Leste, segundo informou a secretaria da Segurança Pública do Amazonas.

“Diariamente, nove ônibus são assaltados em Manaus. Os criminosos estão cada vez mais violentos e impiedosos, não poupando ninguém”, afirmou Dallas.

Na audiência pública serão discutidas propostas para inibir o aumento do número de assaltos, além de acabar com a impunidade que beneficia os criminosos. “Queremos ouvir a sociedade e também os trabalhadores do transporte coletivo de Manaus”, disse Dallas. “Vamos buscar ideias que serão colocadas em pratica o mais rápido possível, pois a população não aguenta mais tantos assaltos”, acrescentou

Motoristas e cobradores com medo de demissões

No início da semana, o Governo do Estado, por meio da secretaria de Segurança Pública do Amazonas, disse que a solução para acabar com os assaltos seria proibir o pagamento em dinheiro nos coletivos.

A medida já foi contestada pelos trabalhadores do transporte coletivo. Eles dizem que os assaltos continuarão acontecendo, porém as vítimas serão os passageiros dos ônibus, que já sofrem com os assaltos.

A proibição do pagamento em dinheiro também causaria uma onda de demissões de cobradores, que perderiam a função dentro dos coletivos.

Na opinião do deputado Wanderley Dallas, isso mostra como o Governo do Estado não tem planos viáveis para acabar com os crimes nos coletivos. “Vamos conversar com todos os setores envolvidos no transporte coletivo de Manaus. Queremos ouvir propostas de quem anda de ônibus e vive todos os dias o aumento da violência”, completou Dallas.

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