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Após ser feita refém por assaltantes, família vive quatro horas de terror, na zona Leste

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O bairro Jorge Teixeira, na zona Leste de Manaus, é conhecido pelos altos índices de violência que alcançam seus moradores, por vários fatores, como, por exemplo o tráfico de drogas, mas, na tarde desta terça-feira (22), quatro pessoas da mesma família – entre elas três crianças – não esperavam vivenciar a realidade das estatísticas.

Após uma tentativa frustrada de assalto a uma loja de materiais de construção, dois bandidos saíram em fuga. Encurralados pela polícia, eles invadiram uma casa, na rua 5 de maio, no Jorge Teixeira 4ª etapa, fizeram reféns uma mulher e 3 crianças, entre filhos e sobrinhos de 3, 5 e 8 anos. A ação da dupla chamou a atenção de vizinhos e curiosos. Tensos, os homens, identificadas como Bruno Diego, de 18 anos, e Jaifran, de 21, exigiram a presença da imprensa e da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do Amazonas. Durante a negociação eles liberaram 2 crianças, restando apenas a mais nova.
Depois de quatro horas de negociação, os bandidos finalmente se entregaram. Eles foram levados para a delegacia, onde foram flagranteados. De acordo com a polícia, os bandidos faziam assaltos constantemente, na zona Leste.
Após os momentos tensos, o presidente da Comissão de Direitos humanos da OAB-AM, Epitáfio Almeida, disse que, apesar do clima de apreensão, tudo terminou bem para a família.
“Deus operou, eles se renderam, deu tudo certo, ninguém foi ferido, … enfim, dentro de uma situação tão crítica quanto essa, graças a Deus, as coisas se resolveram da melhor maneira possível!”
O caso vai ser acompanhado por um representante do CDH da OAB-AM.
 
A dona de casa Ingrid Henrique estava em casa quando os bandidos chegaram e, após os momentos de desespero, contou como tudo aconteceu. “Eles apontaram pra mim e pro meu cunhado. Só ‘tava’ a gente na casa. Eu consegui sair e tentei puxar as crianças. Eles disseram que não! Que iriam levar as crianças. Um estava com uma faca e o outro com uma arma, apontando pra gente, aqui dentro!”, disse. 
Depois da liberação dos reféns e da prisão dos bandidos, o alívio de todos.

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