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Após saber da morte da neta, causada por explosão de cilindro de gás, avó de vítima fatal vai a óbito

Um caso lamentável e de dor para a família: No final da tarde da última segunda-feira (7), a estrutura de um tanque de gás de Petróleo caiu da plataforma do caminhão que o transportava, e  gerou uma enorme explosão, vitimando Flávia Costa Hoyes e mais 13 pessoas.

O estado de saúde de Flávia era grave, já que ela teve 95% do corpo comprometido pelas chamas, e ficou internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Pronto-Socorro Platão Araújo, onde não resistiu às queimaduras e morreu ontem, no fim da tarde.

Como se esse sofrimento não fosse o bastante, a avó de Flávia, a aposentada Umbilinda Simões Hoyes, também faleceu após saber da morte da neta.

A família da idosa, que tinha 85 anos e era moradora do bairro Cidade Nova, na Zona Norte da capital, procurou impedir que dona Umbilinda soubesse da notícia, por temer sua reação. O que não aconteceu.

A irmã de Flávia, Suziane Hoyes de Souza, falou, desapontada, que a avó ainda nem sabia da explosão. “A avó soube porque uma amiga dela ligou e disse tudo o que tinha ocorrido, sem ninguém da família saber. Ela desligou o telefone desesperada, passando mal e chorando bastante. Não queríamos contar justamente por causa disso”, relatou.

Após sofrer um desmaio, na manhã de ontem, os familiares que estavam com Umbilinda ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando a ambulância chegou ao local, ela já estava morta. “Os paramédicos disseram que não tinham como fazer mais nada. Agora será mais um sofrimento para a nossa família”, comentou Suziane, emocionada.

O funeral sairá hoje, às 15h, para o cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.

Explosão

A tragédia aconteceu no bairro Tancredo Neves, na comunidade Novo Reino, Zona Leste de Manaus. 

De acordo com algumas testemunhas, Flávia tinha acabado de sair de casa com a filha Laís Mirela de Moraes, 3 anos, quando houve a explosão. A menina está internada na UTI do Pronto-Socorro da Criança Joãozinho, em estado grave, com 80% do corpo queimado.

Os familiares disseram que, caso a criança sobreviva, será preciso amputar um dos braços por conta dos ferimentos, de acordo com laudos médicos.

 

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