
É preciso pensarmos em todas as responsabilizações criminais e cíveis, com muito rigor, para evitar que esse clima de desordem tome conta da cidade. A declaração é do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), em Nota divulgada no início desta tarde, após mais uma paralisação dos motoristas de ônibus, que deixou milhares de pessoas novamente a “ver navios”, nas ruas da capital.

Também na Nota, o prefeito afirmou: “A Procuradoria Geral do Município (PGM) irá avaliar o dano coletivo que a paralisação causou aos munícipes e deverá entrar com medida indenizatória em desfavor do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTR).”

A paralisação aconteceu por voltar das 10h30. Milhares de pessoas que ainda se deslocavam para seus destinos, mais uma vez foram surpreendidas pela decisão da categoria de parar o sistema e ficaram a pé, no meio do caminho. Quem tinha compromissos e acabou não tendo com o chegar ao destino, protestou com veemência.
Confira a Nota da Prefeitura:
NOTA
A Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), informa que não foi comunicada previamente sobre a paralisação dos rodoviários, ocorrida nesta quarta-feira, 28/2, no Terminal de Integração da Constantino Nery – T1. A Prefeitura de Manaus condena a paralisação dos trabalhadores na capital, por prejudicar os usuários do sistema de transporte coletivo.
O prefeito Arthur Virgílio Neto tomou conhecimento do fato e lamentou que a categoria não busque o diálogo para resolver suas questões trabalhistas e apela para o bom senso dos trabalhadores, porque a população não pode ser penalizada.
“O Tribunal trabalhista adia uma audiência que discutira a questão salarial dos rodoviários, por isso essa baderna na cidade? Isso é uma irresponsabilidade e eles (trabalhadores) não têm esse direito. A decisão da Corte precisa ser respeitada e é preciso pensarmos em todas as responsabilizações criminais e cíveis, com muito rigor, para evitar que esse clima de desordem tome conta da cidade”, afirmou o prefeito.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) irá avaliar o dano coletivo que a paralisação causou aos munícipes e deverá entrar com medida indenizatória em desfavor do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTR).
Os ônibus voltaram a circular por volta das 12:50.
