O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) João Simões determinou que o vice-prefeito do município de Maraã (distante 615 km da capital), Magno Moraes assumisse em caráter emergencial a prefeitura da localidade. A posse ocorreu em sessão do parlamento local tomado por moradores da cidade na última quarta-feira (23) e desde então, Magno Moraes é novo chefe do Executivo Municipal.
A decisão veio após 25 dias do assassinato do prefeito de Maraã (AM), Cícero Lopes (Pros), Sucessor natural de Cícero, Magno foi impedido de ocupar o cargo por uma manobra do presidente da câmara local, Bethuel Brízido (PSC), que, numa sessão extraordinária da casa, cinco dias após a morte do prefeito, afastou Magno e se auto-intitulou chefe do poder municipal.
Bethuel, porém, não chegou a exercer o cargo plenamente porque as contas do município foram bloqueadas e sua legitimidade na função ficou ainda mais deteriorada depois que um áudio circulou na cidade mostrando como ele obteve apoio político para aplicar o golpe em Magno.
A gravação mostrava Bethuel tentando comprar o apoio político do colega de oposição Elcias Pereira (PDT), oferecendo-lhe até uma casa para votar na manobra que afastava Magno e o colocava no cargo.

