
Além dos problemas decorrentes da pandemia, o sábado (2/5) começou com um início de rebelião no Sistema Prisional do Amazonas em Manaus.

Segundo as primeiras informações, a rebelião seria por causa do receio de casos do novo coronavírus na unidade e já haveria 7 agentes reféns. Os detentos exigem a presença de representantes dos Direitos Humanos.

Aparentemente, os detentos atearam fogo em alguns pontos do presídio e houve fumaça no local. Confira vídeo de redes de WhatsApp:
Além da Força Tática, o COE e a Rocam também estão no local. Após informações de destruição de duas celas, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas também foi acionado e informou que está com três viaturas no local, com um carro de combate a incêndio, uma unidade de resgate e o comandante de socorro.

O helicóptero da SSP-AM também está na área. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-AM) solicitou à equipes de imprensa que estão cobrindo a situação com drones, que afastem os equipamentos, porque há risco de acidente aéreo.
As recomendação do Departamento de Operações Aéreas da SSP são de que os equipamentos sejam recolhidos.
Parintins
Nessa sexta-feira (01), a Unidade Prisional de Parintins (UPPIN), distante 369 quilômetros de Manaus, registrou o primeiro caso de coronavírus em um detento. O estado de saúde dele é considerado estável.
O interno começou a apresentar os sintomas na última quarta-feira (29/04) e foi levado à unidade de saúde por duas vezes e liberado em seguida. No segundo atendimento, o médico solicitou o teste rápido para o novo coronavírus, o qual foi realizado nessa sexta-feira.
A direção da UPPIN isolou o interno infectado com o vírus logo após as primeiras manifestações da doença. Ele dividia a cela com apenas um interno, que não apresentou nenhum sintoma até o momento, mas também foi isolado.
Segundo o diretor da UPPIN, Aluízio Cerdeira, a suspeita é que o interno tenha mantido contato com um servidor, afastado ao testar positivo para Covid-19 no dia 19 de abril. Não há nenhum outro caso suspeito dentro do presídio.
Por precaução, a direção da UPPIN acertou com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) que seja feito um monitoramento dentro da unidade prisional a partir deste sábado (02/05).
Agora há pouco, a Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) se manifestou por meio de Nota:.
NOTA SEAP – Puraquequara
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que internos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) iniciaram uma rebelião por volta das 6h deste sábado (02/05).
O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e forças de segurança da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) – Rocam, COE, Batalhão de Choque, Companhia de Cães – estão no local e já iniciaram as negociações.
A rebelião teve início durante a entrega do café da manhã, quando internos serraram a grade de duas celas e fizeram os agentes de socialização de reféns.
No momento, sete agentes estão em poder dos detentos. Eles exigem a presença da imprensa e dos direitos humanos. Não há informações sobre mortos.
