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Após greve que deixou mais de 40 mil sem transporte, em Manaus, motoristas de ônibus voltam ao trabalho

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– imagem apenas ilustrativa – Após quase 48 horas de paralisação, que acabou envolvendo as empresas Viação São Pedro, Vega e Líder, e terminou a greve dos motoristas do transporte de passageiros, que, desde a terça-feira (8), deixou mais de 40 mil pessoas sem o serviço de transporte público, na capital do Estado. Os sindicatos dos trabalhadores e patronal chegaram a um acordo no final da manhã / início da tarde desta quarta-feira (9).

Pela manhã, em entrevista à Tiradentes News, o prefeito Arthur Virgílio Neto afirmou que, além dos salários atrasados por parte das empresas, outro item que inviabilizava um acordo era o atraso das parcelas do subsídio aos setor de  transportes, de responsabilidade do Governo do Estado.

“O presidente do Sinetram chegou a dizer que ele próprio paralisaria em função do débito que o Estado do Amazonas tem em matéria de subsídios com ele – nosso subsídio está em dia. Vamos pagar a nossa última parte deste ano amanhã, dia 10, e estamos antecipando, como demonstração, mais uma vez, de boa vontade, para 9. Como o Governo do Estado teve problemas orçamentários e financeiro, neste final de ano, e, graças a Deus, conseguiu pagar salários e 13ºs salários dos servidores, nós compreendemos tudo isso. A partir de janeiro, segundo me informou o governador José Melo, não haverá mais nenhum transtorno. E tudo o que Estado deve pode ser pago em dezembro, se a Petrobras quitar uma dívida judicial bastante substantiva com o Estado.”

Segundo o prefeito, as dívidas trabalhistas dos empresários com os trabalhadores também devem ser pagas entre hoje (9) e esta quinta-feira (10).

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), os principais prejudicados foram passageiros das zonas Norte, Centro-Oeste e Oeste. Para não prejudicar ainda mais a população, o sindicato teve de redirecionar veículos de outras empresas para as rotas das linhas de ônibus afetadas pela paralisação.

Na sexta, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia estabelecido que 70% da frota circulasse normalmente, mas, ontem, representantes do sindicato dos trabalhadores fecharam as garagens das empresas Vega e Líder e proibiram qualquer veículo de sair. A decisão ainda pode resultar em uma multa de R$ 200 mil por dia ao sindicato da categoria.

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