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Após denúncias anônimas, Dvisa interdita e lacra supermercado por riscos à saúde do consumidor

Fiscais do Departamento de Vigilância Sanitária do Município (Dvisa) interditaram e lacraram, na tarde desta terça-feira, dia 11, o Supermercado DB da Avenida Eduardo Ribeiro. A equipe chegou ao local após denúncias anônimas.

O supermercado foi interditado por violar vários artigos do Código Sanitário do Município e lacrado por apresentar risco iminente à saúde pública.

Nove fiscais da Dvisa estiveram no local e constataram irregularidades, como falta de higiene, mau acondicionamento e manipulação incorreta de alimentos, maquinários enferrujados, produtos vencidos e fora da temperatura adequada, freezers em péssimo estado de conservação, entre outros problemas.

As irregularidades foram encontradas nas diversas seções do supermercado: área de frios, congelados, hortifrutigranjeiro, carnes, bebidas e produtos de limpeza.

No açougue do supermercado estavam produtos processados em bandejas e, de acordo com os fiscais da Dvisa, estes não poderiam estar na vitrine das carnes, apenas processados na frente dos clientes. Além disso, o fatiamento dos queijos não estava adequado, além de estar abaixo da temperatura recomendada.

A consumidora Aliete Abreu, que fazia compras no estabelecimento, acompanhou a fiscalização e disse que a ação da Prefeitura é de grande importância para a saúde.

Produtos congelados como pizzas, frango empanado e sobremesas estavam com datas de validade ilegíveis ou prazos vencidos.  De acordo com o fiscal Jorge Henrique, as informações da etiqueta dos produtos estavam em desacordo com os padrões da Dvisa. Nela, devem constar informações do nome do fabricante, nome do produto, peso, data de fabricação, data de validade e nº do registro.

Segundo a fiscal de saúde do Dvisa, nutricionista Cristiane Marisa Ruwer, nas dependências do supermercado, foram encontrados, ainda, focos de fezes e urina de ratos.

Segundo o Fiscal da Dvisa, Fabrício Barros, o local já havia sido autuado outras vezes e estava funcionando sem a licença do órgão.

Na área reservada para o descanso dos funcionários, foi constatada iluminação inadequada, piso sujo e quebrado, armários velhos e quebrados, goteiras no teto, duto de ventilação enferrujado, lixo nos corredores, estando o local totalmente insalubre.

Os banheiros também estavam sem os dispositivos adequados de higiene, como sabonete líquido, papel toalha e rolo de papel higiênico, além de estarem com o encanamento exposto.

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