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Após cursos e aulas práticas sobre como tratar passageiros especiais, motoristas de cobradores serão avaliados por SMTU

Apesar da pouca idade, os cadeirantes Marcelo Henrique Rabelo Costa, de 7 anos, e Jacó Cavalcante de Souza, de 10 anos, conhecem muito bem as dificuldades de acesso ao transporte coletivo, em Manaus.

Marcelo reclama da falta de um equipamento que deveria existir em todos os ônibus do sistema.”Às vezes, não tem rampa. Aí, tem que precisar da ajuda do motorista. E às vezes, ele não ajuda!”

Já para Jacó, se não fosse mamãe … !? “Eles abrem a porta p’ra mim, mas eu preciso da ajuda da minha mãe!”

O pedreiro Reinaldo Macedo, que há dois anos tenta se recuperar de um problema de locomoção, após ser atingido por uma bala, durante um assalto, disse que depende do Transporta para se locomover, quando precisa ir ao médico. Ele conta que, se não fossem os micro-ônibus disponibilizados pela Prefeitura, seria difícil continuar o tratamento médico, dependendo do transporte coletivo.”É complicado, porque, em muitos, plataforma não funciona. Às vezes, o motorista vê que a gente é deficiente. Vai parando e depois decide ir embora. Não para no ponto certo. Aí, fica difícil! Se não fosse o ‘Transporta’, nós estaríamos em situação muito difícil!”

Para tentar reduzir os índices de reclamações de idosos e pessoas com deficiência, que nos seis primeiros meses deste ano chegou a 110, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) oferece cursos de relações interpessoais e de atendimento ao público. “É um programa de sensibilização! Queremos sensibilizar esses operadores, esses profissionais, para que eles tratem idosos e deficientes de maneira mais respeitosa. Aliás, queremos que haja respeito mútuo, entre usuários e profissionais!”, afirma a chefe de divisão de atendimento social da SMTU, Arlete Menezes.

Nesta quinta-feira (07), motoristas e cobradores participaram de uma aula prática, onde os trabalhadores simularam o embarque e desembarque em ônibus, utilizando cadeiras de rodas, bengalas, pesos nas pernas, vendas nos olhos e outros itens que mostraram as dificuldades enfrentadas pelos idosos e pessoas com deficiências, no dia-a-dia. O motorista Ruiderval Mendes foi um dos que sentiu os problemas na pele. “É muito complicado! A gente não enxerga nada e acaba sentindo o que as pessoas realmente passam, dentro do ônibus.”

Após a aula, os 104 operadores do transporte que participaram o curso, receberam certificados e, daqui por diante, vão ter o comportamento avaliado.

Os usuários que se sentirem prejudicados podem encaminhar denúncias por meio do Serviço de Atendimento Comunitário (SAC) da SMTU.

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