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Após críticas e apelos por dignidade, Prefeitura decide não mais sepultar vítimas da Covid-19 “em camadas”, no cemitério-parque de Manaus

Após uma série de críticas pela decisão, que pegou parentes de vítimas e moradores da capital de surpresa e chocou a sociedade amazonense, a Prefeitura de Manaus informou hoje que não será mais realizado sepultamento em sistema de “camadas” no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, zona Oeste da cidade.

De acordo com a assessoria de  comunicação, por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, que pediu maior dignidade no tratamento com as vítimas, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) deve manter o modelo de trincheiras, em caixões separados, como já vinha ocorrendo, preservando a identidade dos corpos e o vínculo das famílias. Para oferecer mais uma opção no difícil momento da partida de um ente querido, o município, por meio de parceria, também passou a oferecer a opção de cremação. Caso a família assine a autorização, irá ao posto de atendimento do crematório, localizado no próprio local, para fazer o agendamento. A urna ficará na câmara do cemitério até o momento do deslocamento para o crematório.

Conforme dados da Semulsp, foram registrados 118 óbitos na capital amazonense, durante a segunda-feira, 27/4. Do total de mortes, 31 foram em domicílio e nove famílias optaram pela cremação, sendo realizados 109 sepultamentos. Entre as causas de morte, dez apresentaram confirmação para a Covid-19, 30 foram registradas como causa desconhecida, mal definida ou indeterminada e outras 47 tiveram no atestado síndrome ou insuficiência respiratória, dentre outros fatores.

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