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Após morte de advogado, cúpula da Segurança Pública se reúne e decide controlar agentes públicos que entram em casas noturnas armados e ingerem bebidas alcoólicas

 

– (foto: Fábio Melo) – As providências foram decididas em uma reunião, realizada na tarde desta segunda-feira (27), no comando da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), com a presença da corregedora geral do Sistema de Segurança, Íris Trevisan, o comandante da polícia Militar do Amazonas, coronel David Brandão, e o secretário da Segurança Pública, Bosco Saraiva.

Mesmo havendo uma determinação legal autorizando policiais a entrarem armados em casas noturnas, a partir de agora, o estabelecimento será obrigado a avisar imediatamente a Corregedoria da Polícia. E outro detalhe importante: se aquele agente público ingeriu bebidas alcoólicas. A medida faz parte de uma série de ações para mapear policiais que têm o costume de andar em casas noturnas armados.

A determinação ganhou força dois dias após a morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho, na madrugada do sábado (24), na casa noturna “Porão do Alemão”, zona Oeste de Manaus.

 

“A regra federal permite a utilização de armas por agentes públicos que têm autorização para tal. Isso não se pode mudar. O que se pode fazer é um controle efetivo daqueles que freqüentam casas noturnas portando armas. Isso se dará com a implantação de um sistema que fornecerá, imediatamente, no exato instante em que ele adentra o estabelecimento comercial, uma informação para a Corregedoria, que trabalha, por sinal, 24 horas, exatamente para cuidar de eventos que envolvam policiais civis ou militares!”

Ainda segundo o secretário, os agentes públicos que ingerem bebidas alcoólicas em ambientes como casas de shows estão ferindo a ética profissional e podem, sim, sofrer consequências.

“A questão é ética! E a questão ética está dentro de cada um. Na medida em que se presta um concurso para determinadas profissões, a gente sabe que tem de abrir mão de determinados prazeres. É o caso do Promotor, do Juiz, do Policial. Ele faz a escolha por aquilo. E esta questão ética precisa presidir a sua vida. É a mesma coisa! Policial armado não pode beber! Quem bebe, não pode dirigir. Essas são as questões éticas. A nós nos compete buscar providências o controle!”

No primeiro momento, os registros de agentes armados em casas noturnas serão repassados via aplicativo de mensagens para o telefone direto da corregedoria geral, mas em paralelo, outro sistema já está sendo desenvolvido.

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