Pela manhã, lideranças do Sindicato da Construção Civil (Sintracomec) realizaram um ato de protesto, em frente à Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Ao menos 150 operários participaram da manifestação, que cobrou melhores condições de trabalho, o fim da carga excessiva de horas extras e do assédio moral, o que, segundo o encanador Rosinaldo de Sá, teria forçado o aumento do ritmo da obra.
Por volta das 8h, um grupo de três Procuradores do Trabalho foi até a Arena da Amazônia para fiscalizar a obra do estádio e acompanhar a perícia que apura as causas do acidente fatal do último sábado, que vitimou um operário, no último sábado. O operário, que montava parte da cobertura da Arena, despencou de uma altura de quase 40 metros.
Segundo o presidente do Sintracomec, Cícero Custódio, o operário estaria sem os equipamentos de segurança, informação confirmada pelo bombeiro hidráulico Jean Carlos e por outros trabalhadores.
Segundo o Procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Jorsinei Dourado, todas as denúncias estão sendo investigadas, para que medidas possam ser adotadas.
No fim de semana, a Justiça do Trabalho determinou a interdição das obras em altura na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, que vai receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, em Manaus. O órgão acatou pedido do MPT, devido aos riscos constatados à vida de operários na obra. Em março deste ano, outro operário havia morrido ao se desequilibrar e cair de uma altura de cinco metros, após tentar passar de uma coluna para o andaime.
