Até o final de 2014, a fila de transplantes de córneas deverá estar zerada, no Amazonas. A previsão é do Banco de Olhos do Amazonas, serviço do Governo do Estado que integra a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde (Susam).
O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, destacou que, em 10 anos de funcionamento, completados nesta quarta-feira (7), o serviço já superou a marca de 1.120 transplantes realizados. “A implantação do serviço, em 2004, foi muito importante para permitir que as pessoas que necessitam desse procedimento de alta complexidade pudessem ter atendimento, de forma gratuita na rede pública de saúde, sem precisar sair do Estado”, frisou Alecrim.
A coordenadora do Banco de Olhos, médica oftalmologista Cristina Garrido, explica que, atualmente, 190 pessoas aguardam por um transplante de córnea no Estado. Nesse tipo de procedimento, segundo ela, tecnicamente a fila de espera pode ser considerada zerada quando a lista de pacientes aguardando pelo transplante gira em torno de 50 pessoas. “É importante lembrarmos que os transplantes dependem das doações e sempre haverá alguém aguardando pelo procedimento, dependendo do gesto solidário de uma família que tenha perdido um ente querido e, mesmo num momento de dor, faça a opção por ajudar alguém a recuperar a visão”, disse a médica.
Segundo Cristina Garrido, entre as pessoas beneficiadas pelos transplantes estão vítimas de acidentes ou de infecções oftalmológicas graves, com cicatrizes pós-trauma, que comprometam as características da córnea; pessoas com patologias como a ceratocone (uma doença congênita progressiva dos olhos), entre outros.
De acordo com Cristina Garrido, os 1.120 transplantes de córnea realizados desde 2004, foram possíveis graças à doação de 1.650 córneas, processadas pelo Banco de Olhos. “Ampliamos nossa equipe, que hoje conta com mais de 20 pessoas, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, bioquímico-farmacêutico, biólogo e pessoal administrativo”.
Expansão – Em 2002, o Amazonas iniciou a realização de transplantes de rins entre pacientes vivos. A partir de 2011, o procedimento passou a ser realizado a partir de doador falecido. A coordenadora da Central de Transplantes do Amazonas, explica que o Estado está se preparando para ampliar a oferta desse procedimento de alta complexidade, com a realização de transplantes de fígado e, posteriormente, de coração.
