Anunciado para a tarde ontem, sábado (25), no Manauara Shopping e no Amazonas Shopping, o ‘rolezinho’ anunciado por meio das redes sociais, ficou para esta tarde, mesmo sem confirmação oficial, por parte dos organizadores.
Neste sábado (25), por meio de liminar, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) alertou que, quem participar de “rolezinhos”, pode ser multado em até R$ 10 mil em Manaus, e proibiu atos de vandalismo dentro dos dois centros de compras, que temem pela segurança dos estabelecimentos e dos seus clientes.
A liminar define que os participantes dos “rolezinhos” estão proibidos de praticar atos que impliquem ameaça à segurança dos frequentadores, comerciários e comerciantes, e do patrimônio dos donos de lojas. “Evitando tumultos, correrias, algazarras, atos de vandalismo, uso de equipamentos de som em alto volume, bem como não interfiram no regular funcionamento do estabelecimento do requerente (os shoppings), quer seja no interior do shopping, quer seja no estacionamento do estabelecimento e entorno sob sua responsabilidade, tudo sob multa cominatória diária de R$ 10 mil’, diz o trecho de uma das decisões.
A juíza de Direito Simone Laurent de Figueiredo também estabeleceu que os shoppings devem limitar o número de frequentadores durante as manifestações. “Bem como ordenar a proibição de menores desacompanhados dos pais ou responsáveis, mediante a requisição de identificação para o fiel cumprimento da determinação”, afirma a decisão.
A direção do Amazonas Shopping, na zona Centro-Sul, chegou a afixar cartazes com cópia da liminar nas portas de acesso. De acordo com o shopping, “serão tomadas todas as medidas preventivas para garantir a segurança e bem estar dos clientes, lojistas e colaboradores do centro comercial”.
Os encontros, que ficaram conhecidos como “rolezinhos”, em referência à expressão usada correntemente entre os adolescentes “vamos dar um rolê” (dar uma volta, uma passeada), começaram desde o fim do ano passado, principalmente em shoppings de São Paulo. A divulgação do movimento fez crescer as adesões por todo o país, mas como algumas dessas reuniões acabaram em brigas e confrontos, temendo saques e depredações, muitos centros comerciais fecharam suas lojas.
