Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, 2013 foi um ano positivo para o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). As indústrias deverão fechar o ano com um faturamento de R$ 80 bilhões, 127 mil trabalhadores empregados e de olho no mercado dos países panamazônicos.
E a Suframa, depois de perder mais da metade do quadro de funcionários, com o fim do contrato com a Fundação Centro de Analise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), finalmente conseguiu autorização para realizar um novo concurso e repor o quadro de pessoal.
A avaliação é do superintendente da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus – Thomaz Nogueira. Nesta segunda-feira (16), durante entrevista coletiva, o superintendente apontou o fim do contrato com a Fucapi como o maior desafio enfrentado pela Suframa, em 2013.
Segundo Thomaz Nogueira, a falta de pessoal será resolvida em definitivo com o novo concurso que será realizado pela autarquia. O edital do concurso deve ser publicado na próxima semana.
O superintendente também falou sobre a crise no setor de Duas Rodas. “Estamos torcendo pelo Polo de Duas Rodas. O que nós pudermos fazer, nós vamos fazer. A Suframa já abriu mão de receita, em termos de PSA. O Polo de Duas Rodas tem sido extremamente maduro, nesse sentido, porque nós fechamos uma negociação que não foi simples, em termos de PPB. O que for preciso fazer, se houver alguma coisa que a Suframa possa fazer, nós vamos fazer. Pode ter certeza!”
Outro assunto abordado durante a entrevista coletiva foi a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga por 50 anos o modelo ZFM, e que ainda não foi votada no Congresso. “Ninguém levantou a voz para falar contra a prorrogação. A questão é: não ponham aí, outras coisas coisas que não ZFM. Então, isso é uma mudança qualitativa muito importante!”
Sobre os desafios para 2014, na opinião de Thomaz Nogueira o maior deles é a conquista de novos mercados para os produtos fabricados em Manaus. De acordo com o superintendente, a Suframa está articulando junto com as indústrias alternativas para incrementar as relações comerciais com os países da América do Sul.
