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Protesto contra a impunidade marca aniversário da Lei Maria da Penha, em Manaus

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Justiça! É tudo o que pede, há quase dois meses, a família da estudante universitária Luana Berenice Gonzaga das Neves, de 22 anos, assassinada a tiros, no dia 21 de junho, pelo companheiro, o ex-presidiário Adriano Rolim da Silva, que não aceitava o fim do relacionamento, e continua solto.

Na manhã desta quinta-feira (07), com a presença da mãe da Luana, a dona de casa Adna Gonzaga das Neves, e outros familiares, integrantes do Centro de Referência de Amparo à Mulher (CRAMER), realizaram ato público contra a lentidão da justiça na prisão do acusado da morte da universitária.

De acordo com a coordenadora Geral do CRAMER, Silvana Colares, o objetivo do movimento foi chamar a atenção das autoridades para a impunidade que ainda ocorre com relação à violência contra as mulheres, em Manaus, apesar da criação da lei Maria da Penha, que completou oito anos em vigor, hoje.

Apesar da lei, os números da violência contra a  mulher no Amazonas continuam em alta e preocupam as entidades de mulheres. Segundo a titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), Kethleen Gama, somente na capital, Manaus, a Delegacia da Mulher registra em média, todos os dias, cerca de 10 casos, mas, segundo as autoridades, os números não refletem a realidade, uma vez que muitas mulheres deixam de denunciar os companheiros por vários motivos.

A lei Maria da Penha é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como uma das três melhores legislações do mundo, porém, segundo a delegada Ketleen Gama, a eficiência da lei ainda depende da coragem das mulheres para denunciar.

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