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Amazonino faz balanço de 100 dias de governo, reafirma que encontrou o Estado endividado, destaca avanços e anuncia fim do contrato com a Umanizzare

– (fotos: ) – O governador Amazonino Mendes apresentou, nesta quinta-feira (11), em coletiva à imprensa, na sede do Governo, um balanço dos 100 primeiros dias do quarto mandato dele à frente da administração do Amazonas. O governador destacou investimentos na Saúde e Segurança Pública e, mais uma vez, deixou claro que recebeu a máquina pública com muitas dívidas.

Quando assumiu o governo, em 4 de outubro de 2017, após pleito em que foi eleito pelo voto popular em eleição suplementar, Amazonino disse que encontrou as contas do Estado em total desequilíbrio, com despesas que superavam os R$ 500 milhões. Segundo ele, a prioridade foi organizar os contratos na área da Saúde, para garantir o serviço essencial para a população.

“Encontramos o Estado totalmente endividado e, o que é pior, com dívidas não escritas, mas existentes, muitas deles, grande parte delas, contraídas de forma ilegal (mas são dívidas!); a forma também de executar – eles pagavam os contratos, que já eram irregulares, com forma de indenização – que é um ‘troço’ meio estranho – foge completamente ao controle técnico, é ilegal, incorreto, não é bom – e, independentemente da situação – caótica, nesse setor financeiro -, nós tínhamos literalmente a ausência dos serviços. Os serviços não eram prestados!”, afirmou.

A Susam firmou acordo com cooperativas e prestadoras de serviço de saúde para pagar dívidas, que chegavam a R$ 311 milhões. Também foram pagos R$ 29 milhões para fornecedores de medicamentos e produtos para saúde, segundo o secretário da pasta, Francisco Deodato.

O governador disse que o mesmo está sendo feito nas secretarias da Educação e Segurança Pública. Na área da Saúde, foi destacada a abertura de 66 leitos na rede pública e reativação de obras paradas.

Houve, ainda, segundo o governador, a reativação do setor de Hemodinâmica do Hospital Francisca Mendes, que atendeu, até dezembro, mais de 700 pessoas, que esperavam por cateterismo e implante de marca-passos. Amazonino disse também que normalizou o repasse de recursos para aquisição de medicamentos de alto custo para pacientes com câncer.

Na área da Segurança, ele destacou o policiamento comunitário, com uso de tecnologia moderna, ampliando a presença de policiais nas ruas. Sobre a Umanizzare, que administra as unidades prisionais no Estado, Amazonino disse que o contrato chegou ao fim e não deve ser renovado.

“Ela continua prestando serviços, mas nós não renovamos. Mandamos fazer uma auditoria, uma perícia, e, vamos saber, realmente, quanto custa cuidar de presídios, pra fazer o projeto-base e uma licitação decente, correta! Vamos afastar esse fantasma de uma vez por todas! É assim que está o governo! O governo está caminhando deste jeito! Fiquem certos de que o que norteia o governo é exatamente a prudência, respeito e amor!”

Sobre a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) criada por ele, Amazonino afirmou que as obras dos novos núcleos no Interior avançaram. Barcelos, Apuí, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã, Jutaí e Boa Vista do Ramos devem ganhar novas unidades ainda este ano.

Entre os destaques da produção rural dos primeiros 100 dias de governo ele lembrou do status de Estado de livre da Febre Aftosa, recolocando a pecuária amazonense no cenário nacional de comercialização de animais, produtos e sub-produtos.

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