O abraço emocionado entre pai e filho veio 34 anos depois do nascimento de Wendel Lopes Domingues. Durante todo esse tempo, o industriário conta como foram os momentos de constrangimento sempre que tinha que apresentar um documento como o certificado do exército ou a própria certidão de nascimento. No lugar do nome do pai, Luiz Domingues, uma frase que machucava na alma, “Pai não declarado”.
O relacionamento com a mãe de Wendel foi extraconjugal, quando ele trabalhou em Manaus. Mesmo tendo conhecido o filho quando criança, nunca houve a oportunidade dos dois irem juntos ao cartório consertar o equivoco na documentação.
Mas neste fim de semana, finalmente Wendel conseguiu realizar o sonho. Ter o sobre nome do pai na certidão de Nascimento. Nas fotos tiradas pela família no 8o oficio de registro civil, Wendel Aparece assinando a nova certidão de nascimento onde constam os nomes da mãe e do pai.

Nas fotos tiradas pela família no 8o oficio de registro civil, Wendel Aparece assinando a nova certidão de nascimento onde constam os nomes da mãe e do pai.
A história de Wendel e Luiz representa um final feliz no meio de tantas histórias indefinidas. Tanto que o desde 2003, foi criado o programa “Meu Pai é Legal” pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Posteriormente, em 2010, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a ação do reconhecimento de paternidade fosse colocada em prática nos tribunais de todo o país com a criação do programa “Pai presente”.
Só no ano passado mais de 400 casos de paternidade foram solucionados apenas na capital amazonense.
O direito à paternidade é garantido pelo artigo 226, § 7º, da Constituição Federal de 1988.
Reportagem: Fábio Melo

