De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), diversas práticas caracterizam o trabalho escravo: atraso no pagamento, condições precárias, falta de liberdade e não assinatura da carteira de trabalho (CTPS), são algumas delas. No Amazonas, de acordo com o titular da Superintendente Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE-AM), Dermilson Chagas, 25 empregadores foram flagrados na prática do trabalho escravo. Segundo Dermilson, em Manaus, uma empresa chinesa, que atuava de forma irregular foi fechada e mandada embora.
Os dados atualizados pelo órgão no mês de dezembro foram divulgados no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado nesta terça-feira (28), data em que são homenageados quatro funcionários MTE , assassinados em 2014, durante o exercício da função, em Unaí, Minas Gerais.
Ainda segundo o superintendente da SRTE-AM, no Sul do Amazonas, também foram encontrados muitas irregularidades, principalmente em fazendas onde há atividades agropecuárias. Humaitá, Parintins e Manicoré estão entre os municípios do Interior onde as infrações foram constadas.
Na lista de nomes das empresas irregulares, 26,08% foram registrados no Pará – Estado que lidera o ranking de trabalho escravo no MTE. Em seguida, Mato Grosso, com 11,23% dos registros, Goiás – 8,46% e Minas Gerais 8,12%. Operações policiais resgataram trabalhadores que viviam em situação irregular em carvoarias no Estado. Foram incluídos 108 nomes novos, dois voltaram (por força de determinação judicial) e excluídos 17, que se ajustaram aos requisitos administrativos. Ao todo, 579 nomes de empregadores no Brasil, flagrados na prática de submeter funcionários a condições análogas à escravidão e/ou degradantes constam no cadastro do MTE.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, nos últimos 18 anos, cerca de 45 mil pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo. O número para denúncias é 3216-9218.
