
O número de registros preocupa. Em 2016, em 21 municípios, foram contabilizadas 623 ocorrências. Já em 2017, os números chegam a exatos 1. 419 casos, sendo 459 de sífilis congênitas – aquela passada de mãe para filho – e 960 em gestantes.
Os dados são da Coordenação Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais. Segundo a Drª. Silvana Lima, que coordena os trabalhos, números assustam, porque há uma tendência de crescimento, quando o foco é reduzir registros. Com todas as formas de prevenção gratuitas, ela afirma que não dá para aceitar a grande quantidade de casos no Amazonas.
“É preocupante! Nós sabemos que os números estão aumentando, como aliás, estão aumentando em todo o país; nós estamos vivendo uma epidemia de sífilis. Já foi divulgado pelo Ministério da Saúde e, nesse momento de campanha, nós estamos chamando a atenção da população para a questão da prevenção em primeiro lugar. A gente sabe a sífilis é uma doença que é prevenível e é curável. Hoje, tem tratamento, a sífilis pode ser curada, então, é inadmissível a gente ainda ter o número de casos aumentando no nosso Estado e nosso país”

De acordo com o Diagnóstico Sífilis Congênita 2016, os municípios que lideraram os casos no Amazonas foram: Manaus com 562 casos, seguida por Manacapuru, com nove casos. Em terceiro, Maués, com oito casos e Coari, com sete registros. O quinto lugar ficou com Parintins. Para combater o problema, foi lançada a Campanha Nacional de Combate a Sífilis com tema: “Transmitindo Amor, Eliminando a Sífilis”. O ponta pé inicial ocorreu nesta quarta-feira (11), em um auditório da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado.

A Dr. Silvana Lima destaca que homem e mulher devem se prevenir, pois só o combate em conjunto é eficaz.
“Não existe culpado! Todos dois têm que se prevenir! Não é só um que pega! As duas pessoas têm que ter a consciência de que tem que se prevenir, tem que se cuidar! É importante que essa gestante, ao ser diagnosticada traga, leve o parceiro para tratamento, porque não adianta só ela tratar. Se ele descobre e trata e a parceira não trata, novamente vai se infectar!”
No Amazonas, as ações ocorrem em todos os 62 municípios, com a intensificação do trabalho de prevenção, oferta de testes rápidos, distribuição de mais de 1,6 milhão de preservativos masculinos e 86 mil folders informativos, até o dia 25 de outubro.
