
– (foto: Cleudilon Passarinho e Eduardo Cavalcante/Seduc) – A equipe formada por alunos das Escolas Estaduais de Tempo Integral (EETIs) Elisa Bessa Freire e Dr. Sérgio Alfredo Pessoa disputam o Campeonato Amazonense Absoluto de Xadrez. A competição começou no último sábado (04/12) e segue até dia 12 de dezembro, em um hotel no centro de Manaus.
Realizado pela Federação Amazonense de Xadrez (FAX), o campeonato conta com a participação de mestres da Federação Internacional de Xadrez (Fide) e da Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). Ao todo, serão sete rodadas onde os jogadores terão 90 minutos e mais 30 segundos por jogada no tabuleiro.
O treinador Andrey Neves, professor de xadrez das escolas, mostrou contentamento com os resultados obtidos. “Este é o primeiro campeonato dos alunos e, visto que treinamos apenas desde julho, estou muito orgulhoso de todo o empenho deles”, disse.
O aluno Mikhael Aquino, de 12 anos, diz estar nervoso e empolgado com a experiência de competir com a modalidade. “Estar nessa competição é muito emocionante, conhecer todos esses jogadores e poder aprender com eles é muito bom. Nessa próxima disputa eu vou me concentrar, não esquecer o que foi ensinado e focar em ganhar a rodada, para poder crescer nas partidas”, falou o estudante.
Nestes dois primeiros dias, os atletas Mikhael Aquino, Guilherme Pereira e Otávio Viana, da EETI Sérgio Pessoa, além de Suan Bruno e Marcelo Enrique, da EETI Elisa Bessa Freire, conquistaram ao todo 6,5 pontos nas suas rodadas, sendo seis vitórias e um empate.
No total, serão 56 jogadores, sendo 42 (ABS = todos os naipes) e 14 femininos. O termo absoluto quer dizer que homens e mulheres podem jogar no mesmo torneio sem classificação de gênero.
Prêmios – Serão distribuídos R$ 800 entre os três primeiros lugares, além de troféus para os três melhores colocados. O primeiro colocado receberá R$ 400; o segundo, R$ 300; e o terceiro receberá R$ 100.
– Inclusão
Estudantes surdos da rede estadual têm sessão de filmes produzido em Libras

Alunos da EE Augusto Carneiro puderam acompanhar os episódios que mostram a cultura e belezas do estado
O curta-metragem “Amazonas em Libras”, produzido com a proposta de utilizar de forma integral a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como principal meio de comunicação, foi apresentado aos alunos da Escola Estadual Augusto Carneiro, na segunda-feira (06/12). A unidade é voltada a estudantes surdos.
O projeto audiovisual retrata a cultura amazônica por meio de pontos turísticos, culinária e expressões populares e visa ainda dar protagonismo à Libras, buscando a autonomia e a interatividade da comunidade surda.

Mesmo com legenda e narração em português para que o público ouvinte acompanhe a programação, a websérie foi apresentada em Libras a fim de dar foco à linguagem de sinais.
O estudante Gabriel Braga falou sobre a importância de ter acesso a conteúdos como esse: “Nunca fui nesses lugares, quero aprender e visitar um desses locais, como teatro, que não tinha informações sobre valores e horário”, disse.
O audiovisual conta com quatro episódios: Roteiro Gastronômico (Mercado Municipal, Feira Manaus Moderna e Culinária típica); Patrimônio Cultural (Teatro Amazonas, Centro Histórico e Folclore); Roteiro Turístico, Praias e Flutuantes, e Roteiro Turístico (Musa e Presidente Figueiredo.

“Pela primeira vez, o documentário é sobre o Amazonas e tem muitos locais que eu não conheço, como a praia da Ponta Negra, que nunca cheguei a frequentar. Além disso, eu gostei muito da parte verde, das comidas típicas, então o documentário foi muito acessível”, explicou o aluno Flávio Ferreira.
Inclusão – A jornalista Natália Lucas, idealizadora do projeto, explica que a comunidade surda, diante da cultura ouvinte, está sempre representada em segundo plano, e o curta-metragem vem para dar visibilidade à linguagem de sinais.
“Hoje mesmo, após a exibição, nós pudemos perceber que havia alguns sinais que os alunos desconheciam, exatamente pela baixa acessibilidade e por isso mesmo contemplando o público ouvinte. O foco principal é voltado ao surdo que hoje não tem acesso a esse filtro”, explicou a jornalista.

O diretor da websérie e ex-aluno da EE Augusto Carneiro, Ednilton Barreto, contou que buscou priorizar a comunidade surda durante todo o processo de filmagem do curta.
“Nós tivemos o meu apoio, com toda a minha visão. Adaptamos a comunicação para a Língua de Sinais, porque eu sei que o texto em português é diferente de algumas definições da linguagem de sinais, ou seja, nós tivemos todo um trabalho de tradução e interpretação para adequar os termos da Língua Portuguesa para a Língua de Sinais”, explanou.
A exibição do filme teve, ainda, o apoio do tradutor Andrei Severiano, que ficou responsável por mediar a comunicação dos ouvintes com os alunos surdos.
