
Bem mais do que oferecer refeição gratuita todos os dias à população carente, as seis Cozinhas Comunitárias da Prefeitura de Manaus também nutrem as expectativas de quem não vê somente um prato de comida, mas um alimento para a alma. São pessoas que, devido à vulnerabilidade social, recebem bolsas-auxílio, por meio do programa Passaporte de Inclusão Social, ampliado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto.

Gerenciadas pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), as Cozinhas Comunitárias contam com uma equipe multiprofissional que, além do cuidado com a alimentação balanceada, também promovem o resgate da cidadania, com emissão de documentos e programas de alfabetização, tornando seus usuários aptos a escrever uma nova história de vida com dignidade.

Para a gerente da cozinha comunitária, Glória Barreto, o trabalho de cidadania vai além das refeições gratuitas. Ela acrescentou que nas cozinhas comunitárias também são oferecidos cursos profissionalizantes, como manipulação de alimentos e reciclagem.
“Detectamos demandas sociais e encaminhamos para soluções. Desde certidão de nascimento, alfabetização, até uma bolsa para que eles possam trabalhar.”

Ao todo, Manaus conta com seis Cozinhas Comunitárias, servindo, aproximadamente, 1.200 refeições por dia. Os usuários do serviço passam por um processo de cadastramento e devem ser, obrigatoriamente, residentes nas comunidades onde estão instaladas as cozinhas, nos bairros Colônia Oliveira Machado, Panair, Vila da Felicidade, Colônia Antônio Aleixo, Santo Agostinho e Val Paraíso.

O Projeto Passaporte para Inclusão Social é administrado pela Semmasdh e organiza ações e serviços de proteção social de média e alta complexidade, direcionados ao atendimento de pessoas que se encontram em situação de rua. Todos os usuários do projeto são beneficiados com a Bolsa Auxílio Emergencial e são inseridos em cursos de capacitação para o trabalho e atividades de produção e renda, sem vínculo empregatício.
