A agricultura familiar no Amazonas receberá um aporte financeiro de US$ 70 milhões (cerca de R$ 268,2 milhões), ainda este ano. O recurso está sendo contratado pelo Governo do Amazonas, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).A operação junto ao BID está sendo feita via Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que responde pelo Prodesus, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti).
“O Prodesus tem como foco principal a agricultura familiar, pequenos e médios produtores agrícolas, extrativistas, associações, cooperativas, agroindústrias e empresas comerciais, que também é o público alvo do Banco do Povo”, destacou o gestor da instituição financeira. Ainda segundo ele, o recurso vai financiar toda a cadeia produtiva – do cultivo, passando pelo armazenamento, beneficiamento e logística, até a comercialização, com forte apelo ao beneficiamento de produtos.
Entre as culturas beneficiadas estão, açaí, borracha, castanha, cacau, citrus, fibras, guaraná, abacaxi, banana, feijão de praia, hortaliças, mamão, maracujá, pecuária de leite, pesca artesanal e a piscicultura, uma das principais atividades incentivadas hoje pelo Governo do Amazonas.
Segundo Evandor, o programa segue uma determinação do governador José Melo, de buscar uma alternativa macroeconômica para o Estado, com a interiorização da economia, agregando valor à agricultura e ao extrativismo. “O Sistema Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural) está organizando as cadeias produtivas, a Afeam entra com o crédito orientado aos empresários. Estamos montado uma equipe para cuidar especificamente desse projeto, que deve obedecer toda a legislação pertinente à sustentabilidade”, explicou.
Ainda segundo ele, nesse processo, será dada uma atenção especial principalmente à agroindústria e à comercialização. “O objetivo é agregar valor ao produtor, ou seja, deixar de vender commodities para vender o produto industrializado”, complementa. Um dos exemplos citados é o “Programa Balde Cheio”, da Sepror, que vem produzindo leite para a indústria local.
O diretor-presidente da Afeam afirma que o recurso vai dar um grande impulso na economia no Interior e ao Programa Banco do Povo. Os R$ 268,2 do empréstimo são mais que o triplo do total de recursos que estão destinados ao Banco do Povo este ano (R$ 85 milhões). “Foi uma excelente notícia saber que o empréstimo foi aprovado. É um dinheiro barato, que está vindo para o Estado, que hoje é um dos poucos da Federação com capacidade de contrair empréstimos”, disse Evandor.
