RÁDIO TIRADENTES | 89,7 MHz | AO VIVO

Agentes encontram túnel com mais de dois metros, durante revista de rotina no Compaj

Um túnel com mais de dois metros de altura foi encontrado na cela 8, da ala 1 do pavilhão 3 do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) do regime fechado, durante uma revista preventiva realizada, nesta quinta-feira (28), pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Segundo informações do Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen), os detentos tinham o objetivo de facilitar a fuga de mais de 300 pessoas durante o final de semana, conforme denúncias.
A ação contou com o apoio do Comando de Policiamento Especializado (CPE). No total, um efetivo de 160 pessoas, entre servidores da Seap, policiais militares e agentes penitenciários da Umanizzare Gestão Prisional participaram da revista.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Pedro Florencio, explicou que o Dipen recebeu informações sobre um túnel no Compaj. “No início da semana a Umanizzare tentou realizar uma revista minuciosa no pavilhão 3. Os internos criaram dificuldades para que os agentes pudessem entrar, o que nos deu direção para procurar pelo túnel. Com a ajuda da Polícia Militar, foi encontrada na última cela do pavilhão”.

Pedro Florencio destacou ainda que no pavilhão, onde foi encontrado o túnel, vivem 329 dos 1.268 internos do Compaj. Estes detentos foram alojados em outros espaços da unidade. “Tínhamos a informação de que a fuga ocorreria nesse fim de semana, por isso agimos rápido. Foi um trabalho todo da Seap que tem buscado melhorar o sistema prisional”.

O secretário informou que pela forma como foi encontrado, o túnel foi finalizado há pelo menos seis meses, já que recentemente não foram encontrados equipamentos que pudessem ajudar a cavar o túnel.

“Antes da nossa administração, qualquer tipo de material de construção entrava na unidade. Nós proibimos isso há 3 meses, quando chegamos e, por isso, não existe a possibilidade dessa construção ter sido feita recentemente”, lembrou Florencio que reforça que as fiscalizações vão ser intensificadas para garantir a ordem e a disciplina dentro das unidades prisionais.

O local ainda não tinha sido utilizado por falta de permissão dos líderes de uma facção criminosa, segundo Florencio. “O túnel só seria utilizado agora, porque o objetivo era retirar os novos chefões com medo de que houvesse uma nova operação da Polícia Federal (PF)”.

O comandante do 1º Batalhão de Choque, Major Cledemir Silva, ressaltou que a Polícia Militar (PM) foi acionada para garantir a segurança no procedimento. “Nós agimos para evitar que os detentos atrapalhassem o trabalho de todos. Agimos dentro da legalidade e conseguimos obter êxito no trabalho”, disse.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *