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Agentes da Umanizzare são presos levando celulares para dentro de unidade prisional em Manaus. Esquema abastecia detentos da UPP

O agente de socialização da empresa Umanizzare Alex William Alves Monteiro foi flagrado tentando entrar com 11 telefones celulares na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e mais R$ 300,00 em dinheiro. Encurralado pela polícia, ele acabou entregando outros nove agentes que participavam de um esquema para levar material ilícito para dentro da unidade. Cada celular que passava pela revista rendia R$500 aos agentes.

De acordo com o secretário executivo adjunto da secretaria de administração Penitenciária, Major Klinger Paiva, o esquema só foi descoberto por conta de uma denúncia anônima.

Os nove agentes da empresa Umanizzare e também um ex-agente foram flagranteados no 19º Distrito Integrado de polícia  (DIP) e devem indicar, segundo a polícia, apenas ‘a ponta’ do icebergue de regularidades dentro dos presídios, destacou o delegado Paulo Benelli.

A empresa que administra as unidades prisionais e que foi alvo de muitas críticas na eleição suplementar para governador, agora tem mais um motivo para preocupação. Em nota, informou que os agentes passam por rigoroso processo de seleção e que todos os dias passam por revista. O que se sabe, com certeza, é que esses procedimentos de nada adiantavam.

 

Umanizzare

 

Nota

Em relação aos funcionários da Umanizzare, foram presos na manhã deste sábado, tentando entrar com 11 aparelhos celulares na Unidade Prisional do Puraquequara a empresa esclarece:
1. Um dos agentes foi identificado em flagrante pelos supervisores da própria Umanizzare na área administrativa da Unidade, por volta das 8h da manhã, quando tentou esconder uma sacola com celulares em uma das dependências administrativas.

2. Como é padrão na cogestão da unidade, os agentes de socialização da Umanizzare, quando denunciado, apurado ou constatado ato indisciplinar ou infracional cometido por qualquer de seus colaboradores, a Umanizzare toma de imediato as providências cabíveis. Neste caso, as denúncias são encaminhadas à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Amazonas.

3. Cabe a Seap a comunicação institucional, reportando-se, como é legalmente estabelecido, à autoridade policial.

4. A empresa reafirma que os funcionários da Umanizzare passam por rigoroso processo de seleção.

5. A empresa informa, ainda, que, todos os funcionários são submetidos à revista e à fiscalização diárias pelos agentes públicos competentes.

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