Advogados acusam defesa de José Melo de fazer manobras para adiar um novo processo contra o governador no TRE. A AIJE trás novas acusações contra a chapa do governador e do vice por comprar de votos na campanha de 2014.

O novo processo chamado de ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) trás argumentos já utilizados no último processo de cassação do governador do Amazonas, José Melo (Pros), como a contratação de uma Organização não governamental (ONG) ligada à Nair Blair, para a compra de votos, além de distribuição de tablets e promessa de reajuste salário de até 60% para algumas categorias profissionais do Estado.
O julgamento estava previsto para esta quarta -feira (20), mas a defesa do governador José Melo entrou com uma liminar pedindo a suspensão do julgamento. A juíza federal Marília Gurgel decidiu monocraticamente atender ao pedido.
O advogado de Eduardo Braga, Daniel Nogueira, ainda tentou argumentar, sugerindo que a decisão fosse proferida pela corte, mas não foi atendido. O julgamento foi mesmo adiado.
Segundo os advogados de acusação, o governador José Melo já está sendo beneficiado com as chamadas “manobras” para atrasar o julgamento. É que 4 membros da corte que participaram do último julgamento, serão substituídos e não devem atuar no julgamento desse novo processo. Como os novos membros não acompanharam o processo, o resultado poderia ser diferente.
O advogado Paulo Lima, do escritório que faz a defesa de José Melo e do vice Henrique Oliveira (SDD), afirma que a corte não havia obedecido o trâmite correto para a defesa do governador.
O julgamento do novo processo pode ocorrer na próxima semana se não houver nenhuma alteração.
Texto: Fabio Melo
