Segundo balanço do MEC, o curso com maior procura neste ano no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) foi o de administração, com 295.799 mil candidatos inscritos. Em seguida estão direito (254.217), pedagogia (231.243), medicina (229.771) e educação física (180.430). Ainda segundo o ministério, completam a lista dos 10 cursos com maior procura no ano a engenharia civil, ciências biológicas, enfermagem, psicologia e ciências contábeis.
No total, foram oferecidas em 2015, via Sisu, 205.514 vagas em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior. Só no Amazonas foram 56.947 inscritos no Sistema Unificado de Seleção, que usa as notas do Enem para fazer a seleção para as vagas.
Para Inácio Guedes, diretor administrativo financeiro do CRA-AM (Conselho Regional de Administração do Amazonas), a grande procura pelo se curso se dá, principalmente, em decorrência da grande abrangência da profissão. “Desde o ano de 2013, a demanda pelo curso de administração vem se mantendo em alta. A profissão abre várias oportunidades no mercado de trabalho”, avalia. Outro fator que, na opinião do diretor, contribui para a procura crescente pelos cursos de administração é o cenário político instável pelo qual o Brasil vem passando nos últimos anos. Para ele, a atual crise institucional de credibilidade na área de gestão é consequência do despreparo de administradores públicos e privados -fato que acaba sendo percebido pela população.
“Vejo que a sociedade percebe que o problema é de gestão e quer encontrar a solução”, explicou.
Mesmo assim, apesar da avaliação positiva feita pelo MEC com relação aos cursos superiores na área de administração, Inácio Guedes afirma que os cursos na área, disponíveis hoje, não atendem à demanda. “O mercado empresarial está inovando a todo instante. Constantemente surgem novos processos, novas modalidades de atuação e novos produtos. As academias ficam meio de lado neste processo, que acaba sobrando para o empregador, empresas e indústrias. Se formulou currículo básico e as academias fazem o mínimo, formando administradores básicos”, criticou o diretor.
Fonte: Jornal do Commércio

