Suspeito de comandar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari, Interior do Amazonas, e preso desde fevereiro do ano passado, no batalhão da Polícia Militar (BPM), em Manaus, o ex-prefeito Adail Pinheiro foi transferido, no final da manhã desta quarta-feira (19) para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), zona rural da cidade.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que Adail deu entrada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) no final da manhã.
A decisão de transferir o detento foi assinada no dia 16 de setembro, pelo do juiz da Vara de Execuções Penais. Luís Carlos Valois determinou que o ex-prefeito desse continuasse ao cumprimento da pena no regime fechado do Compaj, após a defesa de Adail solicitar a transferência do preso para Coari, em processo corre em segredo de Justiça.
A defesa de Adail afirmou que pretende ingressar com pedido de habeas corpus, para evitar a transferência. O advogado de Adail, Francisco Balieiro, argumentou que o cliente dele corre risco de vida no Compaj, que estaria na iminência de uma rebelião, por conta do descontentamento de presos ligados a uma facção criminosa, que exigem que as lideranças dela sejam transferidas de um presídio federal, onde cumprem pena, para Manaus.
Ao ser informada dos riscos de nova rebelião, a Secretaria de Administração Penitenciária solicitou o reforço da segurança nas unidades do sistema penitenciário de Manaus.
Adail Pinheiro foi preso em 2014 e condenado a mais de 11 anos em regime fechado, pelos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Ele já havia sido preso em 2008, pela Operação Vorax, da Polícia Federal (PF), suspeito do desvio mais de R$ 40 milhões.


