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Abandono do tratamento é uma das principais causas do avanço da Hanseníase, em Manaus

No ano de 2013, foram detectados 236 novos casos da Hanseníase em Manaus. Cinquenta e oito por cento deles são homens, com idade entre 15 e 35 anos. O coeficiente de diagnóstico da doença, medido pelas autoridades de saúde, foi de doze casos em 100 mil habitantes, um índice considerado alto, já que o parâmetro considerado aceitável, pelo Ministério da Saúde, é de menos de dois casos para cada 100  mil habitantes.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20), pela Secretaria Municipal da Saúde (Semsa), durante o lançamento da Semana de Combate à Hanseníase. A programação vai ser realizada nas unidades de saúde, que vão intensificar as ações voltadas para o diagnóstico precoce de casos suspeitos da doença e desenvolver atividades de educação em saúde e orientações sobre os sinais e sintomas da Hanseníase.

A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, Suelen Abreu,  disse que a secretaria vem trabalhando para interromper a cadeia de transmissão da hanseníase e também no tratamento dos pacientes.

Os bairros da zona Leste da cidade concentram a maioria dos casos de hanseníase em Manaus. Somente no ano passado, 88 pessoas foram diagnosticadas com doença nessa área da cidade, o equivalente a 37% dos casos identificados em 2013. A zona Norte vem em seguida, com 25 casos diagnosticados. A zona Centro-Sul registrou o menor índice de incidência da doença: nove casos, 3,81% do total de casos diagnosticados em 2013. Na zona rural de Manaus, foram registrados 16 novos casos de hanseníase, no ano passado.

A proporção de cura da doença em Manaus, no ano passado, foi de 72%  e, de acordo com a chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, Suelen Abreu, este ano, a meta da prefeitura de Manaus, é alcançar 90%  de cura dos novos casos de  Hanseníase  que forem diagnosticados e reduzir ainda abandono do tratamento, que ano passado foi de  4,2% dos pacientes.

O tratamento da Hanseníase é prolongado, podendo durar de seis a 12 meses. Este, de acordo com Suelen Abreu, é um dos fatores que contribui para o abandono do tratamento. A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa explica que, uma vez iniciado o esquema de tratamento, o paciente deve ir ao serviço de saúde mensalmente, para tomar as doses de medicamento de forma supervisionada e retirar a medicação utilizada em casa.

A medicação para as pessoas com diagnóstico da hanseníase é distribuída gratuitamente nas unidades de saúde.

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