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A política e o castelo fake que ameaçõu Amazonino Mendes de perder a corrida eleitoral pela prefeitura de Manaus em 1992; Vídeo:

O falecido governador Amazonino Mendes, quase perdeu a eleição de 1992 para prefeitro por causa de uma fake news. Sim, as notícias falsas sempre existiram e eram amplamente utilizadas na política. Essa começa com uma história envolvendo um castelo na Europa, o então deputado federal Arthur Virgílio Neto, Amazonino e outro falecido ícone da política estadual, o ex-governador Gilberto Mestrinho, o pilôto de Fórmula 1 Ayrton Sena e até o apresentador Jô Soarees.

Acompanhe o comentário do jornalista Ronaldo Tiradentes, que acompanhou profissionalmente os bastidores do caso, que repercutiu em todo o país:

Você também poder acompanhar a entrevista a qualquer momento, nas nossas redes sociais no Facebook e no YouTube.

 

A eleição e a guerra na internet

Dizem que o radialista Jefferson Coronel é um especialista em trabalho sujo de eleição. É atribuída a ele a autoria de uma castelo na Europa, “adquirido” pelo então candidato a prefeito de Manaus, em 92, Amazonino Mendes.

Segundo o boato que quase virou verdade naquela eleição, o piloto de Fórmula Um – Airton Senna,  teria concedido uma entrevista no Programa do Jô, na Globo, e declarado que a maior frustração da vida dele era ter perdido a preferência de compra de um castelo na Europa.

Airton Senna, acostumado a ganhar todas, perdeu o leilão para Amazonino Mendes, que ofereceu muito mais dólares pelo castelo.

Quem viu a campanha eleitoral de 92, viu fotografias de um castelo exibido toda noite na TV. Era o “castelo do Amazonino”. O boato quase enlouqueceu Amazonino, à epoca. Parte do povão, que não tinha sequer onde morar, ficou odiando Amazonino que, vitimazado pela baixaria despencava nas pesquisas, enquanto o então candidato assessorado por Jefferson Coronel, José Dutra, subia que nem balão.

Imaginem o José Dutra ameaçando Amazonino. Foi isso que aconteceu.

Para desfazer a guerra suja daquela eleição, só havia uma pessoa: o próprio Airton Senna. E como entrevistá-lo ? O grande desafio era chegar perto do então tri-campeão mundial. Um assessor de Amazonino conseguiu chegar na fazenda do pai de Airton Senna, no interior de São Paulo. Relatou o problema e pediu socorro.

Sensível ao problema, o pai de Senna telefonou para o filho na Europa. Senna negou peremptoriamente a gravar uma entrevista negando o fato. Em Manaus o “pau cantava”na TV. O castelo continuava crescendo igual  praga na lavoura. Amazonino caía.

Novamente foi contatado o pai de Airton Senna. Novo telefonema para Europa. Senna topou dar uma pequena entrevista após um treino, na cidade de Estoril, em Portugal. Confirmou que deu a entrevista no Programa do Jô, mas nunca declarou nada sobre a estória do castelo milionário. Disse que aquilo era coisa de política.

O emissário de Amazonino que foi à Portugal, retornou a Manaus no último dia da propaganda política. Constrangido, o piloto apareceu na propaganda eleitoral de Amazonino. Desmentiu a boataria, mas muita gente ainda acabou acreditando na estória do castelo, fruto da covardia e da malandragem desses marquerteiros paridos no submundo.

Em 2008, mais uma vez o marketing viral funcionou violentamente. Afastou do 2º. turno o então candidato Omar Aziz. Fontes seguras garantem que Jefferson Coronel foi o autor de panfletos apócrifos que inundaram os mercados, feiras e terminais de ônibus. Naquela eleição, Omar que tinha o apoio das principais forças políticas ficou com o humilhante 3º. lugar. Não se pode atribuir que o fiasco eleitoral daquele ano tenha sido resultante do marketing viral comandado por Jefferson Coronel. Mas, que funcionou e se alastrou novamente como praga, isso é certo.

Nessa eleição que se aproxima, tudo indica que o Coronel quer aprontar novamente. Circulam informações na internet, que o assessor de Alfredo Nascimento estaria arregimentando uma tropa de choque de blogueiros e twitteiros, a peso de ouro, para espalhar boatos e fabricar estórias contra o único adversário capaz de enfrentar o ex-ministro nessa eleição.

Em seu twitter pessoal, Jefferson Coronel, que de santo não tem nada, já faz os primeiros ensaios atacando Omar, com insinuações que atingem a honra do candidato. Por outro lado, Jefferson já começa a beber do próprio veneno. Tem blogs na cidade bombardeando o assessor para marketing viral de Alfredo Nascimento. Se é verdade ou não o que está sendo dito sobre o Coroca, não sei. Sei que as denúncias são graves.

Antes que o Jefferson queira levar adiante seu plano diabólico, é bom que ele saiba de uma coisa: O risco que corre o pau, corre o machado. A internet é acessível a todos, inclusive para os adversários. Isso quer dizer o seguinte. Lamentavelmente, parece que a baixaria virtual vai dominar a eleição.

Soube que já existem poderosos dossiês preparados para a guerra. Inclusive envolvendo amantes e prostitutas em Brasília. Infelizmente, parece que vamos ter que ver tudo isso.

Vamos ver quem vencerá a guerra virtual, digo, a baixaria.

Eis abaixo o e-mail que circula na internet falando do suposto contrato:

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