Para os investidores, a melhor estratégia no momento são títulos do governo indexados à inflação, as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) de prazo mais curto, afirma Evandro Buccini, economista da Rio Bravo Investimentos.
“É a melhor proteção que se pode ter, por causa dos riscos inflacionários e de todo esse cenário de incerteza previsto para 2016 e para os próximos anos”, diz.
Papéis que não pagam juros semestrais são mais indicados para pessoas físicas, pois dispensam a necessidade de ficar reaplicando os recursos.
As NTN-B longas também podem ser alternativas, uma vez que os juros reais estão bastante atrativos, afirma Buccini.
Um papel para 2024 oferecia hoje juros reais de 7,34% ao ano e, para 2035, de 7,37% ao ano mais IPCA.
“Mas tem de ser um investidor mais sofisticado para comprar esse papel, não só com relação à escolha do investimento, mas também em conhecer os riscos e saber conviver com as fortes oscilações de preço, que são maiores que as de títulos mais curtos”, explica.
A cada alta de juros, os títulos longos perdem valor no mercado e os investidores confundem isso com prejuízo, o que não é verdade, a menos que eles tenham de vender o papel naquele dia. Mas, no longo prazo, esses investidores vão ganhar mais com as taxas atuais.
“Para a pessoa que entra no Tesouro Direto, voltou a ficar atraente com essa piora das expectativas do mercado e juros de quase 7,5% reais ao ano”, diz.
“E mesmo a LFT, que é corrigida pelo juro diário e tem menor risco, ganhar 14,25% ao ano não é mau negócio” afirma.
Crédito privado, risco maior
Buccini sugere também ficar longe de títulos de empresas de maior risco, já que a alta dos juros e do dólar, além da queda na atividade econômica, devem complicar a situação das companhias mais frágeis.
Por Exame
