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Spray criado em Harvard forma camada que cicatriza ferimentos na hora: como funciona?

Um novo material está prestes a revolucionar a medicina como conhecemos. Um grupo de cientistas do Instituto Wyss, da Universidade de Harvard, desenvolveu um spray que pode fechar cortes e ferimentos com uma única aplicação, dentro de poucos segundos.

Spray que fecha feridas: como funciona?

O spray foi produzido a partir da quitosana, um biomaterial derivado das cascas de crustáceos e insetos. A quitosana já vinha sendo utilizada de maneira experimental como um substituto ambientalmente correto e biodegradável para o plástico, produzido a partir do petróleo. Faltava, contudo, adaptá-lo para uso clínico.

A transglutaminase é a heroína desta equação. A enzima, que é produzida naturalmente no corpo humano, tem como objetivo manter a resistência da pele e fortalecer os coágulos sanguíneos. Na indústria, é usada para agrupar proteínas no processamento de alimentos.

Resultados

O material final foi testado primeiro em um intestino de porco e o resultado foi imediato: o corte foi fechado imediatamente. Depois, foi realizado um teste com pulmão suíno, inflado artificialmente para simular a respiração do animal; e o resultado novamente foi positivo – o tecido pós-spray é até mais resistente que o tecido natural do órgão.

“Exploramos o uso de diferentes formulações de transglutaminase para unir várias formas de materiais de quitosana, incluindo folhas, espumas e pulverizações, para muitos tipos diferentes de tecidos”, afirmou em comunicado o autor sênior do estudo, Judah Folkman.

O spray já foi aprovado para uso clínico nos Estados Unidos. Sua composição tem também propriedade antimicrobianas e pode ser aplicado ainda em tecidos comprometidos por queimaduras graves. Os criadores do produto imaginam que será útil para os pronto-atendimentos de lesões profundas, acidentes ou mesmo em guerras, antes do paciente ser levado a um hospital.

Material pode ter outras utilidades

A equipe de Harvard afirma que a matéria-prima do spray pode ser componente de produtos sustentáveis, como embalagens, e também para equipamentos médicos, como implantes e dispositivos microfluídicos.

“O material não é tóxico e biodegradável, deixando sem vestígios uma vez que cumpriu o objetivo”, aifmra Javier Fernandez, primeiro autor do trabalho.

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