Giselle Itié revela ter recebido críticas após relatar abuso sexual: ‘Sororidade?’

Giselle Itié deu um depoimento recentemente pa revista “Glamour” em que relatou ter sido abusada sexualmente aos 17 anos por um ex-namorado. O relato, porém, fez com que a atriz recebesse críticas nas redes sociais. Nesta quarta-feira, 11, ela fez um desabafo em seu perfil do Instagram e falou sobre os comentários machistas e agressivos e sobre sororidade.

“Sobre comentários agressivos e equivocados de mulheres em relação a um texto que escrevi sobre um abuso sofrido por uma menina de 17 anos. Eu.  S O R O R I D A D E
É a união, a aliança FEMINISTA entre mulheres. Feminista? É uma pessoa que acredita na IGUALDADE de direitos entre mulher e homem”, começou Gisele, explicando conceitos.

Gisele Itie (Foto: Reprodução / Instagram)
“Voltando para a idéia de irmandade, a sororidade é muito importante para nós mulheres combatermos a sociedade machista. Machista? É uma pessoa que recusa a igualdade de direitos entre mulher e homem. Acreditando que o homem é superior à mulher.

Agora sim, voltando a Sororidade (ufa!). Quando Nós Mulheres somos unidas e levantamos a bandeira à favor da nossa liberdade e igualdade de gêneros. Nós mulheres nos tornamos mais fortes para combater a sociedade machista”, continua ela.

“Quando leio comentários de mulheres julgando o abuso que sofri e/ou violência que a mulher sofre todos os dias. Julgando como? Reagindo com insensibilidade e indiferença. Acreditando que a vítima ‘ajuda’ para que o agressor seja violento. Bem, é muito frustrante perceber esse tipo de reação ainda mais de mulheres. Percebo que as mulheres não machistas também se sentem agredidas e de alguma forma se distanciam das mulheres machistas”, analisa Gisele.

Giselle Itié no SPFW (Foto: Marcelo Brammer / AgNews)
Giselle Itié no SPFW (arquivo) (Foto: Marcelo Brammer / AgNews)

“E eu me pergunto, cadê a sororidade? Mas não pergunto para essas mulheres machistas e equivocadas. Pergunto para nós, mulheres que se sentem agredidas pelas machistas.
Cadê a sororidade? Para ajudar a me explicar, segue um texto do site ‘naomecalo.com’:

“‘Lembra quando reproduzíamos um machismo ferrado ao falarmos que mulher tem que se dar o respeito? ‘Ué, não quer engravidar, que tome as devidas precauções, que não abra as pernas’, ‘Nossa, vai sair com essa roupa? Está parecendo uma vadia!’. Vamos fazer uma dinâmica? Fechem os olhos e tentem se lembrar da época em que não conheciam o feminismo, e quando até conheciam, mas achavam que era um movimento de mulheres infelizes e insatisfeitas com a vida. E aí, lembraram? Lembrem-se também do momento em que foram salvas, em que uma mão amiga foi-lhes estendida mostrando-lhes o caminho; de um artigo sobre feminismo lido após aquela manchete de feminicídio que ficou em sua cabeça por dias; então de quando algo se encaixou e tudo fez sentido: de repente aquelas mulheres não eram mais loucas, insatisfeitas e infelizes, eram guerreiras que lutavam por um bem coletivo. Então vocês se aprofundaram mais ainda na questão de gênero, ingressaram em grupos feministas, debateram, desconstruiram e conheceram a palavra sororidade. Essa palavra tão foneticamente bonita e de um significado representativo que veio para quebrar totalmente um dos braços mais fortes do patriarcado: a rivalidade entre mulheres. Um dos mais fortes, porque é praticamente um escudo contra o verdadeiro opressor, que faz-nos lutar uma contra as outras enquanto o que tem que ser destruído – esse sistema que estupra mulheres a cada 12 segundos – está mais firme e forte do que nunca. Por isso, vamos nos unir e tentar despertar essas mulheres que estão há muito tempo apagadas pela sociedade machista”, terminou Gisele.

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