31out

Morre Rafael, o filho autista de Jô Soares aos 50 anos

Morreu no Rio nesta sexta-feira (31) o filho de Jô Soares, Rafael Soares. O falecimento aconteceu no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada pela assessoria do apresentador e humorista, que não deu maiores detalhes sobre o falecimento. Rafael tinha 50 anos e era autista.

Rafael era fruto do casamento de Jô Soares com a atriz Teresa Austregésilo.

23out

Rede Tiradentes faz parceria com grupo especializado para palestras e tratamento biomédico de crianças e jovens autistas

Parceria entre o grupo Agir e a rede de rádio e televisão Tiradentes promove palestras sobre tratamento biomédico e acompanhamento nutricional para crianças e jovens autistas.

As palestras serão realizadas no dia 08 de novembro, às 8h, no auditório da TV Tiradentes, situado na Rua Planeta Vênus, conjunto Morada do Sol, Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus.

O tratamento biomédico e o acompanhamento nutricional voltados para crianças e jovens autistas serão o foco das palestras. Duas profissionais especializadas e que dedicaram alguns anos ao estudo do tema, vão falar sobre as alternativas para equilibrar o organismo dos autistas, da forma mais natural possível.

A nutricionista Sálvia Belota, que também é uma das organizadoras do evento, adianta que a médica Simone Pires, que há cerca de 10 anos vem estudando diversos protocolos de tratamento nos USA e utilizando esta abordagem e a nutricionista de Santa Catarina Maria Rosa, que há 05 anos vem se especializando e trabalhando com a nutrição de crianças que optam por dietas como auxilio no tratamento do autismo.

Sálvia Belota ressalta a importância do tratamento biomédico e o acompanhamento nutricional para crianças e jovens autistas. “Quando a gente fala em tratamento biomédico e nutricional, falamos em suplementação. São exames específicos para saber se essa criança está com metais pesados, no que está interferindo no raciocínio e no desenvolvimento desse autista. A nutrição e o tratamento biomédico vem para isso, para dar mais qualidade de vida, o entendimento e o desenvolvimento do autista.”, explica.

agir

Serviço:

Data: 08.11.14

Local: Rede Tiradentes – Rua Planeta Vênus (M/N) nº 9 – Morada do Sol – Aleixo –

Prazo de inscrições: até 04.11.14

Valor do investimento: R$ 120 para pais e profissionais e R$ 60 para estudantes de graduação

Depósito na Caixa Econômica Federal (CEF): Conta Poupança: 1548.013.00024263-7

Favorecido: Kie Mariee C Hara

* Enviar comprovante para agir_am@hotmail.com

Mais informações por email (agir_am@hotmail.com),Facebook: Agir Autismo ou nos telefones:  91326-306 / 9352-1321/ 9194-4533 / 9128-1031/8134-8000

05mai

Novas pesquisas sobre Autismo. Autismo têm causas genéticas e ambientais na mesma proporção, aponta estudo.

04/05/2014 - Folha de S.Paulo

A outra face do autismo

Jornalista: Marcelo Leite

e você está convencido de que o autismo é uma doença genética, reconsidere. Sim, a contribuição dos genes herdados do pai e/ou da mãe é enorme (50%), mas fica distante daquela que a ciência lhes atribuía até agora (90%).

A conclusão está num estudo ímpar divulgado eletronicamente ontem pelo periódico médico “Jama” (doi:10.1001/jama.2014.4144), da Associação Médica Americana (EUA). Ele sai publicado quarta-feira na revista impressa.

Por que se deve confiar mais na nova pesquisa do que nos trabalhos anteriores? Porque nunca se fez um levantamento tão grande e robusto, estatisticamente, quanto agora.

A equipe de Sven Sandin, do Instituto Karolinska (Suécia), usou no trabalho o poder dos grandes números e informações encerrados na memórias de computadores. É o que se chama hoje de “big data”; antes, dizia-se pesquisa “in silico”.

 

Fonte: http://www.abradilan.com.br/noticias_detalhe.asp?noticia=19726

No caso, a amostra inclui todos os nascimentos ocorridos na Suécia de 1982 a 2006. Vale dizer, 2.049.973 crianças. Entre elas, 37.570 pares de gêmeos, 2.642.064 pares de irmãos, 432.281 pares de meio-irmãos maternos e outros 445.531 pares de meio-irmãos paternos. De quebra, 5.799.875 pares de primos.

“Big data” é isso aí. O resto são boas (ou más) amostragens. Nunca antes na pesquisa sobre autismo se fez nada dessa magnitude.

Os autores também se valeram do fato de a Suécia ser um país organizado e igualitário. Há um registro nacional completo de nascimentos e outro de pacientes. Aos 4 anos, as crianças em idade de pré-escola passam por exames de desenvolvimento mental, social e motor.

Isso permitiu reunir todos os 14.516 diagnósticos (0,71% dos nascidos) de casos no chamado espectro autista (ASD, na abreviação em inglês). Aí se incluem quadros como asperger e outros que se caracterizam por dificuldades de interação, interesses restritos e comportamentos repetitivos. Desse total, 5.689 (0,28%) eram portadores do transtorno de autismo propriamente dito, a forma mais grave.

Com base nos confiáveis registros civis e nos números únicos de identificação de pacientes, foi possível estabelecer quem era parente de quem, e qual a relação entre um e outro. De posse dessa informação e dos diagnósticos, os pesquisadores estimaram o chamado risco relativo de recorrência (RRR).

Concluíram que ter um irmão com ASD decuplica a chance de também desenvolvê-lo. Entre meio-irmãos maternos ela se multiplica por 3,3, e entre meio-irmãos paternos, por 2,9. Entre primos, o risco dobra.

Outra forma de apresentar essas correlações é a chamada herdabilidade, ou seja, quanto da condição pode ser atribuída à herança genética e quanto decorre de condições de criação. O estudo do Karolinska diz que só metade da chance de manifestar transtornos do espectro do autismo deriva dos genes.

A outra metade, portanto, provém de condições no ambiente em que a pessoa se desenvolve. Quais? O trabalho não dá uma palavra sobre isso. Limita-se a dizer que é algo relevante para orientar o aconselhamento genético de famílias que tenham integrantes com o problema.

Abre-se um campo enorme para pesquisas, contudo. Genes, em certo sentido, são a versão contemporânea do destino –pouco de pode fazer contra eles. A respeito do ambiente em que crescem nossas crianças, porém, podemos fazer muito

02mai

‘São minha razão de viver’, diz mãe de gêmeos autistas de 25 anos

Moradores de Mogi das Cruzes, Fábio e Fabrício têm síndrome rara.
Mãe lida com falta de comunicação e crises de agressividade.

Pedro Carlos Leite – do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Creuza acredita que cuidar dos filhos gêmeos é uma missão (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

Creuza acredita que cuidar dos filhos gêmeos é uma missão (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

“A mãe cria o filho para casar, ter uma família. Mas a mãe que tem filhos especiais cria para elas. Eles vão ser bebês para o resto da vida”. As frases são de Creuza Rosa de Souza, que é moradora de Mogi das Cruzes (SP) e mãe dos gêmeos Fábio e Fabrício. Portadores de uma forma severa de autismo, os “bebês” de Creuza estão com 25 anos e têm quase a mesma altura dela. Eles não falam e dependem da mãe para comer e ir ao banheiro. Às vezes, têm crise de agressividade. “Eu estava pensando em comprar uma camisa de força”, diz com a mesma sinceridade com que reflete: “eu acho que eu sem eles é como um barco sem rio e um passarinho sem água. Eles são minha razão de viver.”

Creuza conta como é a rotina dos gêmeos. “Eles costumam acordar por volta das 10h. Eu levo para o banheiro, dou banho, troco a roupa. Dou o café e por volta do meio-dia dou almoço para eles. A comida tem que ser bem cortadinha. Sou a mão e o braço deles. Eles dependem de mim totalmente.”

Apesar de problemas na coordenação motora, Fábio e Fabrício não têm restrições físicas. O que eles mais fazem é observar o movimento da rua onde moram, no bairro Mogi Moderno. “Apelidaram eles de ‘os meninos da esquina’. Fica um num lado da esquina e o outro do outro. E eu tenho que ficar junto, de olho”, continua a mãe, que teve que ensinar aos dois o básico para se comunicar. “Eles não falam. Eu sei quando eles estão com dor por causa da cara. Quando quer tomar café é com um gesto, comer, outro gesto. São gestos que eu ensinei”.

Síndrome rara
Os meninos foram diagnosticados com quatro anos de idade. “Eles nasceram sem o céu da boca. Com o passar do tempo não conseguiam andar. Levamos eles para a USP de Bauru fazer a cirurgia no céu da boca. Lá, um geneticista descobriu que eles têm uma sindrome rara no Brasil, que engloba o autismo”, conta a mãe.

Os gêmeos Fábio e Fabrício ficam sem ter o que fazer o dia todo (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

Os gêmeos Fábio e Fabrício ficam sem ter o que fazer o dia todo (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

Ambos são portadores da síndrome de Smith-Fineman-Myers. “Tem oito casos no mundo inteiro e aqui no Brasil eles são únicos por serem gêmeos”, explica Creuza. Em 1998 Fábio e Fabrício foram assunto de uma revista americana de medicina. Na infância, eles também passaram por cirurgias nos ouvidos, garganta e nariz.

A mãe conta que não consegue mais levá-los para fazer tratamento. “Não consigo levar mais para Bauru. Quando eles eram pequenos eu arrastava para cá e para lá, mas agora eles são homens e quando não querem fazer alguma coisa eles sentam no chão e dificulta tudo. Eu desisti de Bauru. Não sei se eles tinham mais alguma coisa para fazer lá, mas eu não tinha mais condições de ir.”

Eles não são uma cruz, é uma missão. Quando Deus te dá uma missão, não tem como pasar a bola para outra pessoas”
Creuza Rosa de Souza, mãe de filhos autistas

Dedicação
Quando os gêmeos nasceram, Creuza já era mãe de um casal. Hoje o filho mais velho tem 36 anos e a segunda filha tem 32. “O Fábio e o Fabrício me deram muito trabalho quando eram crianças. Se engasgavam, perdiam a respiração, quebravam o vidro da porta da casa, machucavam a mão… É complicado, é ate hoje. Mas a gente vai fazer o quê? Eles não pediram para vir ao mundo, a gente tem que ter paciência.”

Os gêmeos estão sempre juntos para fazer tudo. “O Fábio é mais carinhoso, gosta que beije ele e abrace. Já o Fabrício é mais arredio, se vai fazer isso ele fica nervoso, não quer. Eles se dão bem um com o outro, mas às vezes é um pega para capar. Eles gostam de assistir Chaves, Shrek e futebol. Acho que o Fabrício é corintiano, quando passa jogo do Corintians ele beija a camisa. Uma vez um homem que estava de fogo passou na rua, falou ‘olha o Timão’ e beijou a camisa, então ele beija também”, conta a mãe.

Atualmente com 52 anos, Creuza recorda que trabalhava como cabeleireira, ofício que abandonou quando os gêmeos nasceram. A família vive com a aposentadoria do marido, que está com 50 anos e atualmente faz bicos como servente de pedreiro.

Quando o pai dos meninos volta do serviço, por volta das 19h, a família passeia de carro com os meninos na Avenida Cívica. “É a única diversão deles. A gente volta para casa, coloca eles para dormir e termina o dia”, conta Creuza.

Creuza gostaria que houvesse um local para que os filhos se desenvolvessem (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)
Creuza gostaria que houvesse um local para que os
filhos se desenvolvessem (Foto: Pedro Carlos Lei-
te/G1)

Crises de agressividade
Creuza não tem com quem deixar os meninos para fazer as atividades do dia a dia. “Para ir no mercado tem que ir com eles. Uma vez o Fábio brigou com o pai e quase quebrou as coisas do mercado. O segurança que fez amizade com eles conversou e conseguiu acalmar.”

A personalidade dos gêmeos é imprevísível. “Quando eles gostam de uma pessoa, é um amor verdaeiro. Grudam com a pessoa, mas se não gosta é bom não ficar perto senão eles são capazes de voar em cima”, diz a mãe.

Apesar de calmos a maior parte do tempo, há ocasiões em que eles são agressivos. “Estou fazendo comida, de repente eles vêm por trás e me atacam, dão um tapa na minha cara. Isso é do nada”, conta Creuza.

Ela está preocupada com as crises. “Dia desses, o Fábio começou a atacar o meu marido dirigindo. Dava tapas nele, agarrava ele. Eu tive que pular do banco da frente para trás e o meu marido dirigindo teve que arranjar um acostamento para parar o carro. Eu estava pensando em comprar uma camisa de força. O Fábio é direto que ele tem crise ultimamente. Ele gosta de passear mas é agressivo com o pai”, relata.

Fabrício gosta de ficar com o irmão assistindo a desenhos e vendo o movimento na rua (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)Fabrício gosta de ficar com o irmão assistindo a de-
senhos e vendo o movimento na rua (Foto: Pedro
Carlos Leite/G1)

Tentativas de tratamento
Creuza conta que já tentou buscar tratamento para os meninos. “A Apae ficou com eles dos 8 até os 20 anos. Mas chegou uma hora que já não valia mais a pena. Quando ficaram grandes, eles só faziam meia hora de atividades. Disseram que eles tinham que sair da fralda. Depois de um tempo, era difícil fazer meus filhos acordarem cedo para ir para lá, ficar pouco tempo e voltar embora.”

Para a mãe, falta em Mogi das Cruzes um lugar especializado para acolher pessoas com autismo já na idade adulta. “Teria que ter uma casa assistida para deixar o filhos e a mãe ir se tratar. Se a mãe está ruim como que vai cuidar dos filhos direito? Os meus ainda são sociáveis, vão no mercado, mas tem mães que os filhos não põem a cara para fora, os filhos ficam trancados dentro de casa”, diz.

A família recebeu uma ligação da Prefeitura de Mogi convidando os gêmeos para passar por uma avaliação no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Creuza levou os filhos na última terça-feira (22) e conversou com uma psicóloga, mas ainda está desconfiada. “Lá é feito tratamento de pessoas que têm problemas com drogas, alcoolismo e quem tem problemas mentais como esquizofrenia. Não é um ambiente para as crianças. Mas vamos ver, se pelo menos ficarem com eles na parte da manhã dá para eu fazer minhas coisas”, comenta. O próximo passo é submeter os gêmeos à avaliação de um psiquiatra.

Missão
Creuza fica preocupada quando pensa no futuro. “Eu penso no dia que eu não estiver aqui, como eles vão ficar ou quando eu envelhecer mais, como vou cuidar deles. Eu tenho 52 e já me sinto desgastada, fraca… Eu peço a Deus que me dê força para cuidar deles”, diz.

Porém, ela está longe de ver sua dedicação como um fardo. “Eles não são uma cruz, é uma missão. Quando Deus te dá uma missão, não tem como passar a bola para outras pessoas. Eu acho que tudo que eu passo com eles é porque Deus está me testando de alguma forma. Tem pessoas com problemas muito piores do que o meu.”

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02abr

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DIA MUNDIA DO AUTISMO

Teatro Amazonas será banhado de luz azul

Em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (02/04), o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura (SEC), vai realizar ações que têm como objetivo chamar a atenção para o tema.

Nesta terça-feira, o Teatro Amazonas será banhado com uma luz cênica azul, cor escolhida para simbolizar o transtorno que atinge mais de dois milhões de brasileiros, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, todos os funcionários da SEC serão incentivados a vestir-se de azul, numa demonstração de solidariedade às famílias dos portadores do autismo, como informou o secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga.

A iniciativa integra a série de ações promovidas pelo Governo do Amazonas para inclusão social de todas as pessoas portadoras de síndromes ou com alguma deficiência.

“Já desenvolvemos uma política cultural de inclusão. Tanto que nossos festivais têm tradução em LIBRAS e áudio-descrição para possibilitar que deficientes auditivos e visuais possam assistir a esses evento. Lutar pelo respeito a todos os seres humanos é tarefa de todos nós”, defende o secretário.

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31mar

GOVERNO DO AMAZONAS REALIZA 2ª CORRIDA POR UM MUNDO AZUL NO DIA 5 DE ABRIL

 

No dia 5 de abril, sábado, a partir das 17h, o complexo esportivo da
Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, recebe a segunda edição da
Corrida por um Mundo Azul, cujo objetivo conscientizar a população para
a causa das pessoas com autismo. O evento é uma realização do
Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Juventude
Desporto e Lazer (SEJEL), com chancela e arbitragem da Federação
Desportiva de Atletismo do Estado do Amazonas (Fedaeam).
INSCRIÇÕES ABERTAS
As inscrições, que são limitadas a 1.000 atletas, poderão ser feitas no
período de 24 a 1 de abril, mediante o preenchimento da ficha de
inscrição online e pagamento da taxa no valor de R$ 35,00.
A corrida é apenas para pessoas a partir dos 16 anos. Para participar, o
atleta deve se inscrever pelos sites: www.assessocor.com.br,
www.endurancemanaus.com.br ou www.amazonasesporte.am.gov.br.
Todo o valor arrecadado com as inscrições será repassado para as
entidades que trabalham com pessoas com autismo no Amazonas.
PERCURSO E PREMIAÇÃO
A prova terá um percurso de 7 km para os atletas e outro de 2 km para as
pessoas com autismo e seus familiares. Haverá premiação para a
categoria geral masculino e feminino, na seguinte ordem: 1º lugar (R$ 500
+ troféu), 2º lugar (R$ 400 + troféu), 3º lugar (R$ 300 + troféu), 4º lugar (R$
200 + troféu) e 5º lugar (R$ 100 + troféu).
Os cadeirantes (m/f) e deficientes visuais (m/f) vão concorrer aos
seguintes prêmios: 1º lugar (R$ 500 + medalha personalizada), 2º lugar
(R$ 400 + medalha personalizada), 3º lugar (R$ 300 + medalha
personalizada).
KIT DO PARTICIPANTE
O kit do participante (uma sacola, uma camiseta de poliamida, número do
peito) será entregue somente nos dias 3 e 4 de abril, das 14h às 20h, na
Vila Olímpica de Manaus, mediante a apresentação do comprovante de
inscrição com o devido pagamento da taxa de inscrição.
APOIO:

28mar

Nova frente de combate ao autismo

Pesquisadores americanos encontram evidências de que uma substância usada para controle da ansiedade reduz alguns sintomas do distúrbio. Depois de ser testada com sucesso em camundongos, a abordagem começa a ser experimentada em humanos

O autismo afeta o desenvolvimento de crianças em vários aspectos. Deficiências em relação à interação social e à capacidade de comunicação, assim como comportamentos repetitivos e restritos, são algumas das principais características. A incapacidade de identificar a causa do problema é acompanhada de dificuldades em apontar uma forma eficaz de tratá-lo. Agora, pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), sugerem que uma nova abordagem, baseada em pequenas doses de medicamentos já existentes, pode amenizar os sintomas do mal.

O estudo, realizado com camundongos, partiu da hipótese de o autismo ter relação com a redução da atividade neural inibitória e com o aumento da atividade neural excitatória. Os termos são usados para descrever ações de células do sistema nervoso. Quando um neurônio está ativo e se comunica com outro, ele pode desencadear duas reações no segundo: torná-lo ativo (atividade excitatória) ou inativo (inibitória). A proposta do grupo, então, foi observar se a causa poderia ter relação com algum tipo de deficit nas neurotransmissões do segundo tipo e se isso poderia ser corrigido com o uso de medicamentos.

Os pesquisadores utilizaram camundongos modificados para apresentar comportamentos semelhantes aos de uma pessoa autista e os submeteram a um tratamento com benzodiazepina, substância presente em alguns tipos de ansiolíticos (controladores de ansiedade). O uso da droga foi acompanhado de uma mudança significativa no comportamento dos animais, que apresentaram, por exemplo, maior interação social.

O resultado indica que o uso de drogas que aumentam a atividade neural inibitória pode ajudar no tratamento do autismo, mas os próprios autores do estudo ressaltam que isso não significa uma cura para a doença. Eles lembram ainda que há um longo caminho até que a eficácia da abordagem seja comprovada em humanos. “Nossos resultados apresentam evidências de que aumentar a neurotransmissão inibitória é uma abordagem eficaz para melhorar interações sociais, comportamentos repetitivos e deficits cognitivos em um animal com autismo, tendo alguma semelhança com características comportamentais com o autismo humano”, esclarece Todd Scheuer, coautor do estudo.

 

 

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O pesquisador diz que testes com humanos já foram iniciados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e laboratórios farmacêuticos. Ele acrescenta que não se sabe se outras drogas semelhantes podem levar a efeito parecido. “Nossos resultados não incluem novas alternativas disponíveis no mercado farmacêutico, então não sabemos dizer se outros compostos, além da benzodiazepina, terão a mesma efetividade”, afirma Scheuer.

Mudança

A adoção de benzodiazepínicos para melhorar os sintomas do autismo representaria uma novidade no enfrentamento do distúrbio, que poderia se somar a outras formas de intervenção. Atualmente, explica Edson Saggese, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), utilizam-se principalmente as medicações antipsicóticas para reduzir alguns sintomas, como a agressividade, a agitação e comportamentos estereotipados. “Mas os principais tratamentos para o problema estão ligados à educação especial, à fonoaudiologia, à orientação familiar e a outras técnicas que auxiliem a comunicação dos pacientes”, diz.

A psicóloga Simone Roballo, professora do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), também destaca a importância de um acompanhamento multidisciplinar. Segundo ela, crianças diagnosticadas com o quadro devem ser acompanhadas por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e até fisioterapeutas se houver necessidade. “Existem casos em que a intervenção por meio de remédios pode ajudar ou até ser necessária, mas deve ser discutida por uma equipe que vai avaliar os efeitos do medicamento e que benefícios ele pode trazer para o tratamento”, diz.

Até hoje, nenhuma abordagem medicamentosa se mostrou capaz de reverter o problema. “Os medicamentos disponíveis parecem ajudar alguns pacientes, mas não todos. Os benefícios também são limitados, e essas drogas certamente não curam a doença”, afirma Paul Wang, vice-presidente da instituição norte-americana Autism Speaks (Autismo Fala, em tradução livre). Wang reconhece que seria muito valioso se existissem medicamentos mais eficazes para o mal, mas ressalta que os remédios não funcionam da mesma forma em todas as pessoas. “É muito difícil provar o quanto os medicamentos realmente podem ajudar. Pesquisas nesse campo têm muita importância, mas não temos nenhuma expectativa de que drogas como os ansiolíticos possam curar o autismo”, reforça.

Edson Saggese também acha que mais dados são necessários para determinar a eficácia da abordagem proposta. “Até o momento, sua utilidade é muito limitada. Trata-se de algo experimental, utilizado em ratos de laboratório. Para se tornar algo significativo, restam ainda muitas etapas experimentais”, afirma o professor da UFRJ.

Scheuer e colegas, contudo, estão confiantes de que a proposta merece ser investigada. Além de apresentar uma alternativa às abordagens que usam drogas que inibem a atividade excitatória — cujos resultados são modestos —, a nova forma de tratamento, argumentam os autores do trabalho, é feita com uma droga bem conhecida e já considerada segura.

Difícil diagnóstico

O distúrbio afeta cinco em cada 10 mil crianças, sendo mais recorrente em meninos do que em meninas (em uma proporção de 2 a 4 vezes maior). Os sintomas costumam surgir até os 3 anos. Especialistas recorrem a exames psicológicos nos quais observam o comportamento do pequeno e seu desenvolvimento para determinar se os sintomas se enquadram na tríade que classifica o autismo: deficit na interação social, transtornos de linguagem e comportamentos estereotipados. Não existem exames laboratoriais que comprovem a doença.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/

28mar

Pesquisadores encontram uma substância que reduz alguns sintomas do autismo

Depois de ser testada com sucesso em camundongos, a abordagem começa a ser experimentada em humanos

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O autismo afeta o desenvolvimento de crianças em vários aspectos. Deficiências em relação à interação social e à capacidade de comunicação, assim como comportamentos repetitivos e restritos, são algumas das principais características. A incapacidade de identificar a causa do problema é acompanhada de dificuldades em apontar uma forma eficaz de tratá-lo. Agora, pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), sugerem que uma nova abordagem, baseada em pequenas doses de medicamentos já existentes, pode amenizar os sintomas do mal.

O estudo, realizado com camundongos, partiu da hipótese de o autismo ter relação com a redução da atividade neural inibitória e com o aumento da atividade neural excitatória. Os termos são usados para descrever ações de células do sistema nervoso. Quando um neurônio está ativo e se comunica com outro, ele pode desencadear duas reações no segundo: torná-lo ativo (atividade excitatória) ou inativo (inibitória). A proposta do grupo, então, foi observar se a causa poderia ter relação com algum tipo de deficit nas neurotransmissões do segundo tipo e se isso poderia ser corrigido com o uso de medicamentos.

Os pesquisadores utilizaram camundongos modificados para apresentar comportamentos semelhantes aos de uma pessoa autista e os submeteram a um tratamento com benzodiazepina, substância presente em alguns tipos de ansiolíticos (controladores de ansiedade). O uso da droga foi acompanhado de uma mudança significativa no comportamento dos animais, que apresentaram, por exemplo, maior interação social.

 

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/capa_ciencia_saude/